DESTAQUE

COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

Bastidores: Notorious B.I.G. ‘Ready to Die’


[Este artigo foi originalmente publicado em Abril de 2004 pela XXL]


A estréia de Notorious B.I.G. saiu do forno em 13 de Setembro de 1994, Ready to Die, que é uma dupla ameaça: é um álbum artisticamente sério, engendrado com singles cativantes e até amigáveis ​​com o rádio. Sean “Puffy” Combs encorajou seu jovem MC a colocar seu dom em faixas como “Big Poppa” e “One More Chance”; Biggie fez e funcionou. Tornando-se a resposta do hip-hop, o encantador de tamanho maior conquistou as paradas do pop e assistiu suas vendas extrapassarem a marca de dois milhões. Principalmente, porém, Ready to Die oferece um intransigente material de rua — uma descrição sombria da desesperança urbana contada por uma das vozes mais imediatas que o mundo já conheceu.

A diferença entre o conteúdo mais sombrio e os singles de sucesso pode ser explicada por um processo de gravação em duas partes. Músicas como “Ready to Die”, “Gimme The Loot” e “Things Done Changed” (que o produtor Charles “Prince” Alexander caracterizou como “uma voz do gueto” foram gravadas em 1993 — pouco depois de Puffy ter firmado Big na Uptown Records com uma forte demotape feita no porão do antigo DJ de Big Daddy Kane, Mister Cee). Nessas gravações, um inexperiente e mais agudo Biggie parecia selvagem e paranoico.

Mas com menos da metade do álbum gravado, Puffy foi demitido da Uptown. Big rapidamente voltou para o jogo das drogas, deixando uma famosa casa de droga da Carolina do Norte — a pedido de Puffy, que lhe enviou uma carta de volta a Nova York — um dia antes de ser atacado pela polícia, e seus ocupantes foram enviados para cadeia.

Quando voltou ao estúdio para gravar a segunda metade do álbum em 1994, ele possuía um tom vocal mais suave e mais confiante. Ele também aprendeu a memorizar suas letras, evitando canetas e papel. A essa altura, Puffy, que tinha olhos além da Costa Leste, montou sua própria empresa, a emblemática Bad Boy Entertainment, com Craig Mack amassando no single “Flava In Ya Ear”, que logo teve um remix.  Infindavelmente brincando com instrumentais, mixagens e vocais, Puffy trabalhou em um espécime mais Motown do que Cold Chillin’ — a marca Bad Boy substituiu tudo. Isso foi óbvio em “One More Chance”, que foi remixado três vezes para o álbum. Se o produtor original não estivesse presente, Puffy pediria a outro produtor que adicionasse tambores, um sample ou até mesmo um novo instrumental.

Enquanto a visão de Puffy impulsionava Ready to Die para alturas mais altas do que outros projetos da época, a capacidade de Big era dantesca. Ready to Die é mais que um álbum de rua; é um álbum vulnerável.

A XXL detalhou faixa por faixa, os bastidores do trabalho que acabou se tornando um clássico, Ready to Die, contado pelos envolvidos. — Adam Matthews


Representantes:

Sean “Puffy” Combs: CEO da Bad Boy Records; produtor
Lil’ Cease: Amigo de longa data do Biggie; membro da Junior M.A.F.I.A., grupo de rep do Brooklyn
Banger: Membro da Junior M.A.F.I.A.
Charles “Prince” Alexander: Produtor
Easy Mo Bee: Produtor de música rep do Brooklyn
Chucky Thompson: Produtor; membro do coletivo Hitmen da Bad Boy Records
Nashiem Myrick: Produtor; membro do Hitmen
Mister Cee: DJ no Hot 97 de Nova York; ex-DJ do Big Daddy Kane, que descobriu Biggie em 1992
Mateu “Matt Lyphe” Capoluongo (a.k.a. “Matty C”): Funcionário da Source, trouxe a demo de Big para Puffy
Method Man: Repper do conglomerado grupo Wu-Tang Clan
Jean “Poke” Oliver: Produtor; membro do duo TrackMasters
Digga: Produtor e artista
DJ Premier: Produtor; membro do duo de rep Gang Starr
Lord Finesse: Produtor; membro do coletivo Crates



1. Intro

Produzida por Sean “Puffy” Combs


Easy Mo Bee: A linha de história para o álbum — começando no início quando você ouve o assalto acontecendo no trem e “Rapper’s Delight” no fundo e tudo —, esse era o conceito de Puff: criar uma linha histórica para o álbum. Ele me deu uma lista de registros que queria e eu levei de volta para ele. Ele disse que queria The Sugar Hill Gang “Rapper’s Delight”, Audio Two “Top Billin’”, e Curtis Mayfield “Superfly”. Tivemos também Marvin Gaye “Got To Give It Up”, [mas precisou ser modificado] provavelmente por razões de samples.

Charles “Prince” Alexander: Em primeiro lugar, sou o pai na introdução. Há todas essas vozes na introdução. “Wilona, ​​o que diabos você está fazendo? Você não pode controlar esse maldito garoto!” Esse sou eu. E o cara no final, o guarda que os deixa sair da cadeia e diz, “Você voltará”, isso foi eu também. E a razão pela qual eles precisaram de mim foi porque três caras entraram e tentaram, eu esqueci quem. Eu estava lá, Puffy estava lá, Biggie estava lá. Eu estava produzindo e alguns caras que estavam apenas andando ao redor entraram e tentaram fazer essa parte. E eles foram muito severos, dizendo, “Puta merda, Wilona.” E eu disse, “Yo, Puff, eu sou um nigga irritado. Você deveria me deixar tentar isso.” Eu fui lá e gritei. Eu disse, puta merda, Wilona! Que merda é essa que você fazendo?! Eu estava no caminho, partindo para dentro. Eles se amarraram. Eles adoraram. Essa foi uma das coisas que me ajudaram a engendrar todo o projeto. Porque eu tenho cerca de 10 anos de idade a mais que Puffy, então eu era realmente profissional. Eu tive uma vibração muito profissional. Então quando eu entrei e fiz isso, isso realmente quebrou um monte de gelo.


2. Things Done Changed

Produzida por Dominic Owens, Kevin Scott


Lil’ Cease
: Esse som foi um dos mais tocados no carro. Biggie amou essa música. Não havia nenhuma história particular por trás disso. Era mais uma música que tinha um conceito em vez de uma história em si. Biggie conseguiu representar o Brooklyn. Para mostrar como ele cresceu, como crescemos. Ele queria mostrar o que ele estava acostumado e o estilo de vida ao qual ele estava acostumado. Sempre que você faz um som sobre essa realidade, com letras reais, são grandes as chances de isso ir longe.


3. Gimme the Loot

Produzida por Easy Mo Bee


Easy Mo Bee: Quando ele fez “Gimme The Loot” eu pensei comigo mesmo, “Uau — esse cara tem problemas! Quem vai querer bater de frente com ele, ir contra ele?” Ninguém vai querer combater este mano. Se você ouvisse tudo o que ele disse em suas letras, você não vai viver. Lembro claramente que essa música foi feita durante o dia. Ainda estava claro lá fora. Junior M.A.F.I.A. estava lá. Eu realmente nunca tinha trabalhado com ninguém que tinha tanta veemência assim antes. Então quando eu estava no estúdio, eu indaguei Biggie, “Yo, mano você tem certeza que não está falando demais?” E lembro que Cease e Chico estavam logo atrás e dizendo, “Yo, Mo, apenas relaxe! Você é sensível!” Eu respondi, “Eu só quero ter certeza sobre o que vendemos. Eu não quero que nenhum registro seja arrancado das prateleiras.” Essa era a minha opinião. Eu acho que essa era sua [definição] de ser “sensível”.

Talvez Puffy não tenha me respondido necessariamente no momento quando eu cheguei nele e tenha apresentado [minhas preocupações] para ele, mas eu me lembro de ter lhe dito, “Yo, seja cauteloso com essa parada de engravidar e o pingente ‘Number One Mom’. Porque você pode ter todos os tipos de direitos cristãos e organizações dos direitos das mulheres tentando tirar seus projetos para fora das prateleiras e tudo mais.” No momento, Puffy não demonstrou preocupação. E eu apenas fui afastando esse pensamento da minha mente. Mas acho que depois isso fez sentido para ele — mesmo que ele não tenha vindo me dizer. Porque [essa letra] ficou estranha. Isso aconteceu fora do que estava previsto.

[Sobre como Biggie estava rimando com dois personagens de vozes diferentes], ele entrou na cabine e tudo fluiu. Ele apenas começou a fazer. Ele faria uma voz, então voltaria e faria a outra mais tarde — tipo, deixe um espaço para que ele possa voltar e preencher os espaços. Eu pensei logo, “Putz, quanta criatividade!” Mesmo no ano passado, eu estava em torno de alguém que estava tocando isso, e ainda depois de todo esse tempo, diziam: “Ei, quem fez isso — foi Puffy?” Eu disse, “Vocês conseguem ouvir isso? Esse é ele! Ele fez duas vozes.” Isso apenas mostrava o quão bom ele era.

Mister Cee: Eu lembro claramente de “Gimme the Loot” porque eu fiz os scratches na faixa. Lembrando que isso é como ontem. Eu usei o verso de Kid Hood da música “Scenario (Remix)” do A Tribe Called Quest. E como eu fiz os toca discos, fiz também a palavra “Bad, bad, bad” virando o botão no toca discos pressionando o botão de parar. Cada vez que eu trazia a voz de volta, tinha um efeito diferente conforme você girava o botão no toca discos. Você pega um efeito diferente na gravação. Então quando você traz isso regularmente, soa como “Bad”. Ao girar o botão, “Baaad” — devagar. Pressionando o botão, “Baaaad” — mais devagar.


4. Machine Gun Funk

Produzida por Easy Mo Bee


Easy Mo Bee: Biggie escolheu esse beat no meu carro. Eu tinha um Acura verde, e nós costumávamos andar pelo Brooklyn. Como Fulton St. e St. James, onde ele morava. Eu o tirava de onde ele morava. Era eu, ele, D. Roc, Lil’ Cease, Chico — como podíamos — rondando de carro. Nós apenas andávamos e simplesmente ficávamos chapados e ouvindo os beats. E foi assim que ele escolheu um monte de beats. Mas a sessão atual para Machine Gun Funk... Isso é vago para mim, para ser honesto. Digamos: era uma fase ruim. Eu sou um outro homem agora.

Chucky Thompson: Big era louco. Ele estava lá dentro, fazendo suas rimas. Ele não demorou muito. Era como se ele soubesse o que queria.


5. Warning

Produzida por Easy Mo Bee


Easy Mo Bee: A coisa significante sobre “Warning — definitivamente não estou tentando dizer nada negativo sobre ele, porque foi ele quem me colocou no mapa, ele foi o primeiro com quem trabalhei, meu respeito total a ele , mas esse beat foi oferecido primeiro ao Big Daddy Kane. Lembro dele sentado no meu porão, e eu fui reproduzindo os beats. Eu esqueci o álbum no momento em que ele estava fazendo. E como você sabe, Kane estava sempre por dentro de Barry White, Isaac Hayes. Então eu fiz esta junção do Isaac Hayes, e eu fui sentindo isso. Estava me sentindo sozinho. Eu só sei que ele ia adorar isso. Esta é a cara dele. Mas ele dizia, Jogue o próximo beat. Eu estava tipo, Yo, calma aí, cara. Você tem certeza de que não quer isso? Isso é Isaac Hayes! E ele disse, Você ouviu o que eu disse, põe o outro beat para tocar. Então eu simplesmente segurei o beat e depois soltei os outros. Alguns meses depois, quando era hora de tocar os beats selecionados para Biggie, soltei para ele. Mano, Puffy ficou louco! Ele disse, Yo, cara, é isso!


6. Ready to Die

Produzida por Easy Mo Bee


Easy Mo Bee: Novamente, aqui vamos nós com a parte sensível. Quando Biggie disse, Fuck my mom...” Quando ele disse Fuck the world, fuck my moms and my girl” fiquei boquiaberto, pensando, Caralho! Ok, talvez seja um Foda-se o mundo. Talvez seja um Foda-se sua garota. Mas, Foda-se sua mãe?!Mesmo que todos nós sabíamos que ele não via significado nisso. Alguém sabe disso. Esse foi apenas um momento exacerbado para explicar como estava se sentindo. Ele estava pronto para morrer. Era apenas uma expressão emocional. Mas, novamente, quando ele disse essas paradas, eu fiquei pensando, “Acho que estou trabalhando com Ice Cube! AmeriKKKa's Most Wanted? Eu estava trabalhando com Brooklyn’s Most Wanted! Tenho certeza que Ice Cube e N.W.A e os outros tiveram algo profundo a aprender. Tenho certeza que de alguma maneira ele foi influenciado por essas coisas. Na época, todos nós éramos.


7. One More Chance

Produzida por Norman & Digga/Bluez Brothers, Chucky Thompson, Sean “Puffy” Combs

Vocais adicionados por Total

Instrumentos por Chucky Thompson



Charles “Prince” Alexander: Lembro especificamente de One More Chance. Essa música tem uma figura de piano ba-bu-da-na-na-na-na. Uma das coisas que fiz foi, durante toda a música há duas partes dessa ilustração de piano, e a segunda parte eu tive que continuar progredindo, então precisei aumentar o nível. Então, o ba-bu-da-na-na-na-na, e o mais alto, ba-bu-da-na-na-na-na. Para que este seja nivelado com a primeira música. E isso foi um pedido. Puffy realmente me pediu para fazer isso, porque era um sample, mas ele não queria que o sample soasse exatamente como antes. Ele queria uma nuança. Ele queria algo que fizesse o tipo da Bad Boy. Era como se ele estivesse solicitando que realmente deu um som a Bad Boy. Ele virou-se para mim e disse, Você acha que nós temos um som? Isso foi depois de “Flava In Ya Ear, depois que Biggie saiu, e acho que era a vez de Faith. E Puffy virou-se para mim e disse, “Você acha que nós, tratando-se de Bad Boy, estabelecemos um som próprio?

Digga: Puff estava no meu ouvido a cada 10 segundos naquela sessão. Quando eu, Big, Cease e Klept e alguns da equipe estávamos no estúdio, tudo estava bem. Mas uma vez que Puff entrou em cena, tudo ficou tenso. Naquela época Puff ainda estava aprendendo sobre produção e queria mostrar que ele sabia algo sobre música. Ele queria certos arranjos. E eu estava olhando para ele só pensando, Que porra é essa que esse cara está falando? Nós o escutamos por meio segundo, então ficamos pensando, Ok, tanto faz.


8. #!*@ Me (Interlude)

Produzida por Sean “Puffy” Combs


Lil’ Cease: Nós estávamos apenas tentando colocar alguma personalidade e também algum senso de humor nisso. [Biggie e Lil’ Kim] fizeram isso. O que eles fizeram foi que havia um piano na cabine do estúdio em que trabalhávamos, estava na casa de Puffy. Tinha o piano e a cadeira para o piano. Biggie é pesado, quando ele se senta em algo e você ouve um rangido, já fica explícito que há peso na parada. E ele disse a Kim para se sentar na cadeira e ele simplesmente começou a balançá-la.

Chucky Thompson: Isso foi louco, porque eles continuavam rindo. Tinha muito mais coisas para acrescentarmos, só que não podíamos porque todos ficamos rindo. Eles estavam na cabine com as luzes apagadas, nós não sabíamos o que era aquele pequeno barulho de cama se mexendo. Alguém disse, 
Que porra de barulho é esse?! Big respondeu, É o banquinho do piano. Ele estava sentado lá, agitando legal.


9. The What

Produzida por Easy Mo Bee

Participando: Method Man


Method Man: Minha relação com Big era legal. Quando o vi, sempre foi amor. Mesmo que o resto dos meus manos [do Wu-Tang Clan] não fossem com a cara dele, eu fui e trampei com ele. Porque era tipo, Bem, é assim que eles se sentem — eu não preciso necessariamente interpretar as coisas como você e tal. Foi sempre em modo de dizer — fumamos maconha e tal. Nós quase começamos a fumar algumas ervas daninhas no aeroporto de North Cackalacka. Sério! O cara apareceu, todos acendemos cigarros. Mas essa foi uma longa história lá... Ele era um filho da puta engraçado também — fazia você rir o dia todo, cara.


Notorious B.I.G. e Method Man (direita).

Não era nada esotérico: Raekwon não gostava dele, Ghostface não gostava dele. Eles achavam que ele era um plagiador. Mas se você olhar para Rae e Ghost, eles não gostam de ninguém! O resto dos meus manos tinham amor por Big. Isso era apenas Rae e Ghost. Os outros não tinham nenhum problema. Você não pode odiar um mano porquê ele está fazendo sua correria, isso é ridículo.

Mas houve momentos em que eles estavam na casa, e nós [Wu-Tang Clan] também. E meus manos — é como se fôssemos uma equipe, nos movemos como uma equipe. Então se um dos meus manos não estivesse falando, então ninguém se falava. Mas Lil’ Cease pode corroborar isso, e meus niggas podem corroborar isso — eu sempre parei para trocar ideia com Big. Não importa o que.

Houve um show no Shelter, acho que esse era o nome do lugar. E ele tinha se apresentado, e Wu-Tang tinha se apresentado naquela noite, e Yo-Yo também. Fora do clube Big se aproximou e tal, dizendo, “Aí, eu quero uma participação sua no meu álbum.” Eu respondi, “Ótimo, vamos fazer isso acontecer. Eu vou amadurecer a ideia.” Eu conheci Tracy Waples, e ela era ligada com Puff e o pessoal — ela trabalha para eles agora —, ela ligou tudo. Naquela mesma noite, pensei por algum tempo e tal, falando de um lado para outro por causa do lance da participação — foi quando eu descobri que ele era um nigga engraçado. Nós fizemos um pouco de fumaça, Mo Bee soltou o beat. Ele era tipo, vamos acabar com essa merda. Nós escrevemos nossos versos. Nós estávamos no mesmo lugar, escrevendo nossos versos juntos.
O jeito que ele terminou o verso dele — ele queria que eu começasse meu verso com “T.H.O.D.”, porque ele termina seu verso com “You can’t fuck with M.E.” Então é por isso que meu verso começa “T.H.O.D. Man...” Mas isso não saiu dessa maneira. Você não pode ouvi-lo, porque eu vim logo depois dele. Se eu não tivesse [rimado depois dele], não teria encaixado no beat.

Quando eu saí, não tínhamos nenhum título para a música, mas era uma música do caralho. Eu não me importaria tanto com o título, porque naquela época, as músicas do Wu-Tang nunca tinham um título que tivesse algo a ver com a música. Então, o refrão poderia ser, “Yeah, nigga/ Kill, nigga...” Mas o título da música seria “Death In Current’s Wake Of The Aubsence To The Third Power”, ou algo parecido.

Easy Mo Bee: Lembro que Meth veio ao estúdio. Eu era o produtor, mas eu estava me divertindo com uma garota, e quando o vi, de imediato pensei, Merda! Lá está Method Man na cabine! Sabendo que esse cara ia explodir, e nós estávamos prestes a ser grandes. Foi sensacional, cara. Eu estava amando tudo aquilo. Quando ouvi o refrão [“Fuck the World/ Don’t ask me for shit...”] Eu fiquei tipo, Ok, isso definitivamente não vai tocar no rádio. Novamente, como eu ia dizendo, acho que havia toda essa parte “sensível” sobre mim. Lá foi eu de novo, preocupando, “Yo, cara. nós vamos vender discos? Eu não quero que eles sejam retirados das prateleiras, cara. Não podemos bagunçar isso.” E mais uma vez, Lil’ Cease disse, “Yo, Mo, relaxa. Você é sensível!” Esse é o Lil’ Cease. Meu mano. Ele que me deu esse apelido de “sensível”.

“The What”. Eu intitulei essa música! Isso me levou de volta a dois anos atrás, quando gravei com Miles Davis. Como Miles era um tipo de cara que raramente falava, mal se expressava. Você estava falando com ele, e ele simplesmente dizia, “Hmm.” Uma vez eu perguntei a Miles o que ele queria nomear uma música — e já tínhamos gravado mais ou menos três ou quatro músicas — e ele respondeu, “Eu não faço ideia. Nomeie do que você quiser.”

Com “The What”, a música foi finalizada e tudo mais, e eu estava ali com Big e Puffy. E eu lembro de Puffy em particular, dizendo, “Cara, qual vai ser o nome dessa faixa?” E eu disse a ele, “Eu apelidei a todos os beats que eu as salvei do disco, então eu sei o nome de cada uma.” Então por qualquer motivo, escrevi neste beat, “The What”. Puffy disse, “Aí, essa parada soou legal.”

Method Man: Muitas citações desse registro foram usadas em refrões para outros artistas. Eu quero meu dinheiro, seus vacilões! Recebi $2,500 por “The What”. Tive que ir atrás de Puffy para eu ter meus $2,500. Demorou dois meses para eu tê-lo em mãos. Eu falei, “Vamos, Puffy, bastardo mesquinho, me dê meu dinheiro!”


10. Juicy

Produzida Jean “Poker” Oliver, Sean “Puffy” Combs

Vocais adicionais por Total


Lil’ Cease: Juicy foi feita depois. Esta foi uma gravação do tipo precisa ser feita. Você precisa entender que estava de volta em 1994 ou 1995. Já tinha uma galera rimando sobre beats R&B. Esse beat de Juicy” é um beat R&B. Nós estávamos acostumados a ouvir muito essa parada. Tipo, nós tínhamos uma fita dos Enuff Z’Enuff, e ele gostava dessa mistura da old school que tinha toda essa parada antiga. E este CD passou da casa para o carro, para outra casa, para o estúdio. Esse era o CD que costumávamos ouvir todo dia. Isso é o que eu escuto agora, mas eu peguei isso de Big. Ele ouvia um monte dessas coisas antigas. Um monte de paradas da old school também, assim como o hip-hop antigo.

Poke: Puffy teve a ideia de que ele queria fazer uma gravação para tocar na rádio mas que ainda fosse algo melódico. Ele me sugeriu fazer algo com a música “Fruit Juicy”, de Mtume, então eu cheguei em casa e fizemos isso juntos. Entrei no estúdio — naquele momento, Puffy estava morando em Scarsdale, e eu ficava lá às vezes.

Eu usei uma MPC60. Acabei de reforçar as linhas de baixo e os tambores e tentei aumentá-lo mais que o original. Eu apenas praticamente liguei e tinha os elementos em cima dele, para dar um pouco mais de sabor de hip-hop. Eu adicionei hi-hats e bass lines. Eu o arrumei melhor, então ele saberia onde a rima e o refrão entrariam. O refrão, isso é como outro intervalo na faixa. Há muitos intervalos na música, então eu tive espaço suficiente para adir todas as partes que precisávamos.
MPC60 usada na edificação do beat

Pensava que era um registro de pipoca. Ele queria fazer todas as faixas como outras músicas, coisas mais gangstas. Mas Puffy sabia que no momento o rádio não estava dando espaço para o gangsta rep. Big então falou: “Yo, esse rapaz está tentando me tornar um cantor de ópera.” Mas Big fez praticamente tudo o que Puffy lhe perguntou. Ele pelo menos ia tentar. Uma vez que se tornou um sucesso, ele percebeu: “Estes são os registros que eu preciso fazer.” Quando você entra nesse jogo, você quer ser um repper sinistro, mas esses tipos de gravações vão longe.

Matt Lyphe: Tanto eu quanto Big queríamos que “Machine Gun Funk” fosse o primeiro single. Foi o que nós dois concordamos. E lentamente, ele estava sendo influenciado de outra forma. Lembro de uma conversa minha com ele em que ele disse, “Matt, eu sinto que isso [“Juicy”] é o lance que vai me fazer ter sucesso comercial.”

Charles “Prince” Alexander: Aquele medo. Aquele “eu não sei se eu posso fazer sucesso”, estava dominando Puffy. Estava dominando Biggie. Biggie diz isso nas letras de “Juicy”: Se isso não funcionasse, ele iria voltar a vender crack nas ruas. Era uma época em que todo mundo não tinha certeza se o público ia abraçar a ideia.


11. Everyday Struggle

Produzida por Norman & Digga/Bluez Brothers



Lil’ Cease: A história disso, essa parada é apenas uma missão real para muitas pessoas. Apenas essa luta, apenas essa vida, isso foi muito detalhado. Ele simplesmente botou para foder nisso, detalhou. Isto é sobre sua vida ou a vida de qualquer outra pessoa. Essa parada é como assistir a uma série ou assistir a um filme.

Digga: Big estava ficando ansioso, dizendo, 
Cara, eu tenho que gravar essa música! Eu quero essa música na rua.Eu podia vê-lo apenas sentado escrevendo, ele não estava dizendo nada. Ele estava apenas balançando a cabeça. Quando eu estava escolhendo os instrumentos, ele ia dizendo, Isso, eu quero algo parecido com isso. O cara estava sempre pensando sobre como ele queria algo melhor.


12. Me And My Bitch

Produzida por Norman & Digga/Bluez Brothers, Chucky Thompson, Sean “Puffy” Combs

Instrumentos por Chucky Thompson


Nashiem Myrick
: Isso foi um remix porque já tínhamos uma faixa para isso. Não sei por que Puffy não usou a faixa original. Ou ele não conseguiu limpar o sample, ou não sei o que aconteceu. Eu esqueci a música original. Provavelmente foi algo de Al Green, mas não sei. Não consigo lembrar. Nós fizemos isso. Chuck tocou o violão. Ele usou instrumentos originais. Acho que isso foi outro problema de sample.

Digga: O sample original que usamos foi de uma música de Minnie Riperton que Stevie Wonder escreveu. Quando eles enviaram para ele, o mesmo disse, “Eu adoro essa música. Mas esse lance de blasfemar, eu não estou com isso. Você não pode usar isso.” Ele apenas tinha que mudar a música para que Big pudesse usá-la.

Big começou a gravar “Me & My Bitch” no final de uma sessão e ele não gostou. Então ele preferiu apagar e entrou em um outro estúdio, escreveu mais algumas coisas e voltou. Provavelmente levou cerca de 20, 30 minutos. Ele comeu antes de entrar, e quando saiu parecia que ele tinha caminhado pela Rússia: “Não tem mais asas de frango? Peça mais algumas!” Eu disse, “Yo, acabamos de comer, você estava lá faz 20 minutos.” Ele apenas devorou tudo. Big era um cara realmente engraçado a todo momento. A única vez que ele teve uma pequena tristeza em seu rosto foi quando Puffy tentou ser um idiota. Quando isso estava acontecendo, Big disse, “Este cara de merda! Ele está tentando me governar. Não posso permitir assim.”


13. Big Poppa

Produzida por Chucky Thompson, Sean “Puffy” Combs



Nashiem Myrick: Puffy disse que queria usar “Between The Sheets” dos Isley Brothers. Ele disse para fazer o loop. Eu e Chucky entramos — foi quando mudamos o estúdio para Hit Factory, e nós produzimos lá. Essa música era realmente [suposta a ser] para o Mr. Cheeks, do Lost Boyz. Nós demos essa música para os Lost Boyz. E então alguma coisa aconteceu e Puff disse, “Pegue essa música de volta, pegue esta música deles!” Nós trocamos por outra faixa. Lembra da música “Jeeps, Lex Coups, Bimaz & Benz”? Essa faixa foi o Easy Mo Bee que fez para Craig Mack. Essa foi juntamente com “Flava In Ya Ear”, mas Craig não gostou. Ele não podia rimar nisso ou algo assim. Então nós acabamos trocando essa faixa para o Lost Boyz por “Big Poppa”. Ambas as músicas se tornaram hits, então acho que foi um bom trato.

Chucky Thompson: Conhecendo Biggie como pessoa, ele é maior do que Nova York. Ele é um verdadeiro artista universal. Seu estilo me lembrou o Ice Cube. Então eu disse para mim mesmo, “Deixe-me ver se eu posso colocá-lo em uma página maior.” E é por isso que eu vim com essa pequena mentalidade da Costa Oeste. Eu simplesmente o tirei da vibe de Nova York e o levei um pouco mais para o Oeste, e ele fez bem. Naquele momento, estávamos ouvindo o álbum de Snoop. Sabíamos o que estava acontecendo no Oeste através do Dr. Dre. Big conhecia a cultura, sabia o que estava acontecendo com o hip-hop. Era mais do que apenas Nova York.

Matt Lyphe: Eu acho que um outro equívoco importante sobre a edificação desse álbum, a produção desse álbum, é que Puffy estava chegando com criatividade, encontrando loops atraentes para Big rimar. Big foi muito experiente ao pensar em loops criativos e atraentes. Eu posso lembrar especificamente dele me dizendo, “Eu vou rimar sobre o “Bonita Applebum” [um single de 1990 do A Tribe Called Quest que sampleou Isley Brothers “Between The Streets”].” Essa foi ideia dele. Isso é “Big Poppa”. Isso é “Between The Sheets”.


14. Respect

Produzida Jean “Poker” Oliver e Sean “Puffy” Combs

Vocais adicionados por Diana King


Banger: Nineteen Seventy something/ Nigga I don’t sweat the date/ My moms is late! Essa parada foi sinistra. Como ele era capaz de fazer com a nossa situação ou com a nossa conversa — ele analisava, absorvia e depois fazia uma música sobre isso. Ele absorveu toda a sua vida.


15. Friend Of Mine

Produzida por Easy Mo Bee



Easy Mo Bee: Big costumava estar na avenida. Ele costumava estar lá com Lil’ Cease. E nós poderíamos encontrá-lo na avenida, ou ele na encosta após virar a esquina. Se ele estivesse no bairro, ele estava nos dois lugares. Lembro de estar ouvindo esse beat e [encontrei Biggie comendo] frango frito no local, em Fulton entre Washington e St. James. Peguei o carro, eu tinha beat pronto, eu estava feliz. Quando o encontrei, o chamei e disse, “Yo, Big.” Ele veio até a janela do carona, eu disse a ele, “Entre aí, saca isso, cara.” Ele disse: “Yo, eu estou amando isso.”

Eu acho que a única coisa que de mais útil foi o refrão que eu tinha lá. Ele acabou fazendo um lance sobre relacionamento, falando sobre uma garota.

O lance sobre esta faixa é [o refrão que sampleei]: “You’re no friend of mine/ You know that ain’t right.” Isso é de Black Mambo. Eu talvez estivesse trabalhando com Big, mas eu iria atrair toda uma multidão por causa desse Black Mambo. Black Mambo era da Paradise Garage. DJ Larry Levan fez isso — misturando-o com beats, com outras músicas, ou simplesmente jogaria-o a capella no clube — e você ouviria as pessoas dançando e ficando loucas. Então eu sabia que alguém que ouviu aquela música ia pensar sobre Paradise Garage — uma disco, dance-music dos anos passados. Então são elementos de dance-music anexados à música, mas se encaixa.


16. Unbelievable

Produzida por DJ Premier



DJ Premier
: “Unbelievable” foi a música final [gravada para] Ready to Die. Eu costumava ver Big o tempo todo em Washington e Fulton St., porque eu costumava morar em Washington, entre Lafayette e Greene, mais especificamente em Branford Marsalis. Nós sempre íamos até a esquina para pegar nossas 40 (Olde English 800) e Big e todos eles — Kim, todo mundo — costumava estar na esquina todas as sextas-feiras. Eu costumava ver Big e Big sempre dizia: “Um dia eu vou tirar um beat de você.” Mas quando ele veio me pedindo para engendrar “Unbelievable”, eu realmente não tive tempo porque estava prestes a fazer turnê. Ele disse: “Mano, eu preciso de você aqui.” Ele mesmo me disse, “Meu orçamento está fraco, eu não tenho dinheiro. Preem, por favor, olhe para fora.” Eu estava começando a ter os melhores preços naquela época. Mas era Big. então eu pensei, Foda-se. Eu fiz essa música por $5.000.

Eu estava falando para ele, “Dawg, eu não sei o que fazer, porque se eu fizer algo por você, tem que ser algo muito simples”. Ele disse: “Cara, eu não importo se você pegar ‘Impeach The President’. Pegue isso e faça um beat.“ Eu disse, “Você está falando sério?” Ele disse, “Claro!” Eu fui e fiz, peguei [o breakbeat (um sample repetido de um drumbeat) dos The Honey Drippers] “Impeach The President”, o snare e kick e cortei e começou a tocar esses pequenos sons. Eu queria [fazer] alguma coisa mais sinistra, porque ele me mencionou em “Warning” e tal. Eu queria fazer alguma coisa parecida ou melhor. E ele disse, “Nah, continue jogando pequenos botões que você costuma fazer, mas altere-os e faça melodias díspares no refrão.” Ele sentou lá por tempo, entrou e fez os vocais. Nunca o vi escrevendo nada. Ele disse, “Deixa eu pegar uma caneta e um bloco de anotações” — decerto ele não ia escrever porcaria. Foi isso. De fato, quando estávamos fazendo “Unbelievable”, ele trouxe Faith para a sessão no dia em que estávamos gravando os versos, e disse, “Yo, Premier, esta será minha esposa. Estou prestes a me casar com ela.” Eu disse, “Jura? Não tinha pensado nisso.” E de repente ele se casou.

Big me disse para eu fazer o scratch de R. Kelly [no refrão]. Ele disse: “Yo, faça scratch com essa parte do ‘Your Body’s Callin’’”. Porque “Your Body’s Callin’” era popular naquela época. Eu disse, “Isso pode não combinar.” Ele disse, “Apenas tente.” Eu não tinha esse registro comigo naquele dia, então eu consegui no dia seguinte na minha casa. Ele voltou ao estúdio, fez o scratch, e eu fiquei pensando, Droga, cara — essa merda realmente funcionou!


17. Suicidal Thoughts

Produzida por Lord Finesse



Lord Finesse: Quando eu trabalhei pela primeira vez com Big, ele era o mais rua que você poderia ter. Você não conseguiria falar mais sobre as ruas como Big estava falando e o que ele estava trazendo à mesa. Ele e Puffy estavam crescendo de modo anormal, entre Puffy estando na MCA se preparando para erigir a Bad Boy, e Biggie apenas sendo hábil ao absorver como uma esponja tudo o que Puffy estava dizendo a ele. Biggie assistindo e aprendendo com Puffy era como Payton e Malone, saca? Puffy servindo e Biggie pegando e marcando, absorvendo. Essa combinação foi incrível.

Puffy estava em um ponto em sua carreira onde ele estava crescendo a um ritmo enorme; ele tinha Craig Mack, e ele tinha Mary e Jodeci. Ele estava pronto para mostrar o mundo. Ele conseguiu esculpir Big não para ser apenas um artista underground, mas para ser bem visionário. Para não apenas jogar, mas ser hábil a encorpar, driblar como ninguém, para ser o melhor jogador que poderia estar no jogo. E Big aprendeu isso muito rápido, de verdade! Quando Ready to Die estava quase pronto, Big tinha todas as músicas incrivelmente brutais na rua, e Puff disse, “Tudo bem, você fez o que quis com o álbum. Agora vamos fazer o que eu quiser fazer com o álbum.”

Big disse, “Puffy disse para fazer isso, então eu vou fazer. Puffy me deixou fazer o que eu quero fazer, então eu vou fazer o que ele quer também.” Por isso, deixando seu ego de lado, disse, “Eu estou tentando isso”, que lhe deu a vantagem. E depois disso, ele tentou tudo e funcionou!

Quando fizemos “Suicidal Thoughts”, eu opinei sobre o ritmo e Big me disse que ele tinha essa ideia incrível. Mas eu não estava no estúdio com ele quando ele fez esta música. Não tinha ouvido “Suicidal Thoughts” até o álbum ter saído. As pessoas continuavam me dizendo: “Yo, a música que você fez com Big foi louca!” E eu estava tipo, Do que é que eles estão falando? Porque eu não estava na sessão. Mas quando eu ouvi, tudo o que estava na minha cabeça era, Uau...

Charles “Prince” Alexander: “Suicidal Thoughts” foi uma faixa engraçada, porque no final estávamos tentando obter um “baque”. No final da música, ele larga o telefone e ele cai, porque ele deu tiro nele próprio. Então ele dispara contra si mesmo, o telefone cai e deveria haver um baque corporal. Mas não conseguimos um baque de corporal, nós procuramos em todos os tipos de fitas diferentes que produziam efeitos sonoros. Então falei, “Yo, você sabe o que vamos ter que fazer?” Então, Puffy e eu dissemos a Biggie para entrar lá — e para o seu crédito, ele é um soldado, ele era realmente um bom mano —, e logo nós apagamos as luzes e tocamos a música e dissemos, “Biggie, quando a arma disparar, se jogue no chão. Apenas caia com o máximo de impacto que você puder.” Cara, quando a arma disparou, ouvimos o maior estrondo que você sempre quis ouvir na sua vida. Começamos a rolar de tanto rir. Foi hilário. Porque nós não acreditamos que ele realmente ia fazer isso. Mas ele fez e quando eu ouço isso agora, essa é uma das coisas que eu sempre lembro desse dia. Era eu, Puffy, Biggie — todas as pessoas criativas estavam em uma única sala. Não sei se Puffy trabalha desse jeito. Isso foi realmente íntimo.

Nashiem Myrick: Essa música é extremamente verídica. Nunca falei com Big sobre esta faixa, mas todos ficaram tipo: “Nós nem sabemos se isso pode ir no álbum.” Porque ele próprio se matou na faixa. Foi tipo, Como você pode voltar disso? Ninguém nunca se matou no final de seu álbum.

A energia que veio através dele era a verdade para todos. Ele disse coisas que estavam na cabeça de todos, mas ninguém nunca disse. Ele disse coisas sobre esse álbum, e essa faixa em particular, que muitas pessoas no bairro, pessoas nas ruas — pensam assim. Ele disse: “’I’m a piece of shit, it ain’t hard to fuckin’ tell.” Eu fiquei pensando, Uau, como você pode dizer algo assim, filho?





Manancial: XXL Magazine

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