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COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

Por que o rep é tão imperioso na nossa vida?


O rep emergiu-se de fato na Jamaica, mais especificamente nas periferias de Kingston, assim que os sistemas de som foram aparecendo. Logo foi tomando proporções maiores, indo parar nos Estados Unidos, onde tudo tomou um rumo extremamente maior e mais evoluído graças ao DJ Kool Herc.

Na maioria das vezes ele se torna o manancial das excelsas visões em nossa Vida depois que realmente o conhecemos à fundo. Pois, quanto mais músicas sentimos e ponderamos, duplica o sentido que o próprio causa na vivência. É vultoso, mas também assaz pernicioso. Mesmo que existam vários MCs dando uma de arauto com mensagens positivas por aí, existem os opostos que quase não transparecem. Por isso, toda ponderação é imperiosa. Porque quando não feita com esmero, ficamos suscetíveis ao insípido, e é aí que mora o perigo. Se não soubermos o que estamos ouvindo, de nada adianta ter audição (penso eu). Mesmo que seja em outro idioma, ter um embasamento sobre o que está sendo reproduzido é irrefutavelmente importante.

Para cada mensagem existe uma interpretação. Logo, se mal feita, se torna uma incomensurável vulnerabilidade às coisas ruins. Se absorvidas, podem aumentar a ignorância que já nos transborda. Podemos transfigurá-la, mas nunca exterminá-la. Outrossim, acredito que é isso que nos dá força e ímpeto para permanecermos refletindo e buscando nosso melhor. Tem quem negue a própria ignorância, sendo assim, me arrojo a dizer que este é parvo, incapaz de ter racionalização suficiente para aceitar a transfiguração.

O rep nunca foi, não é, tampouco será comparável a quaisquer outros gêneros musicais — independente da existência deles (sem desrespeito). Mesmo que haja aprendizados e sapiências nos outros, ele sempre será ímpar ao corroborar o quanto é importante para abrirmos a mente. Ele é como um soco de Mike Tyson, dado bem no meio do nariz, para acordarmos instantaneamente. E, de acordo com a minha subjetividade, surgiu para extirpar os malefícios existentes no mundo, através da música, para nos levarmos ao ápice da transparência. Isto é, aprender a enxergar as coisas de forma esférica, procurando os melhores benefícios para que obtenhamos a melhor visão das coisas. Mas, como cada ser humano é um ponto de vista, nem todos aprendem com isso — e outros morrem tentando.

Ele veio do hip-hop; é um incomensurável formador de opiniões. E, com todo embasamento que tenho, creio que é muitas vezes notado quando menos esperamos. Quando bem usufruído, causa tremor dentro de quem ouviu uma rima apenas. Infelizmente é mau aos parvos. Afinal, o mundo só é mundo porque somos díspares. Dessas divergências buscamos a melhor sapiência, nosso melhor e mais opulente embasamento.

Um dos suprassumos: o rep salva vidas! Quantos seres humanos não foram salvos pela bênção de cada rapper ao compor uma música inteira incentivando, por exemplo, o ouvinte a não seguir tais caminhos que ele peregrinou; quantas mentes não são libertadas a cada segundo de vida aqui na Terra por cada voz enaltecida nos microfones abençoados; quantas Almas não são salvas das atrocidades que o mundo transmite facilmente todos os míseros dias; quantos caráteres não são transfigurados após os olhos se fecharem para sentirem melhor o que está sendo passado; quantos Espíritos não são iluminados e guiados para lugares oníricos onde tudo é uma utopia intangível mas aprazível; quantos seres humanos não abandonaram as drogas perniciosas que todos os dias delapidam milhares de vidas; quantos seres humanos não largaram o crime para viver no mundo da música que cada dia mais vai ganhando seu espaço sem pisar na cabeça de ninguém; quantos conscientes não se tornaram mais cônscios após uma boa reflexão emitida por este gênero fabuloso...

É tudo magnífico! O rep salva! Ele é a igreja dos ouvintes apaixonados! Ele é uma das religiões mais respeitadas pelo mundo à fora!

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