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COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

Revisão: Ber MC ‘SE7E II’


Disponibilizado em Dezembro de 2015, SE7E II é o segundo projeto solo do repper carioca Ber MC (um dos fundadores do icônico Cartel MCs). Para muitos, um carinha prepotente e que não manja nada de rep, para outros, um dos MCs mais inteligentes do Rep Nacional, tanto como artista, quanto como pessoa. Ademais, sua autenticidade é incomparável, sendo assim, disparadamente um dos MCs que mais usa e abusa das referências nas músicas repletas de punchlines (principalmente contra os haters que ficam na internet que a mãe paga todo final do mês para eles demonstrarem o quanto são frustrados).

Entre 2006/07, quando fundou o Cartel MCs com Delarima e Daniel Shadow — no início, o DJ Erik Skratch foi chamado somente para riscar em uns sons, e depois acabou se eternizando no grupo —, notavelmente evoluiu, foi se envolvendo com as pessoas certas, progredindo, dropando projetos com o Cartel e discos solos — SE7E (Boom bap) e esse SE7E II (Trap). Recheado de participações, como King Mack, A Banca 021, Febem, DonCesão, Marcio G, Marya Bravo, Bril, Bk’, Spliff Rap e Junkie Joe, o projeto é composto por 13 faixas, com produções de Daniel Sydens, Michel Nox, Plaza Beats, A Banca 021 e Boricceli Bros.


1. Drogas e Tapus


Produzida por Daniel Sydens


Participando: Febem, DonCesão, Bril



A rua é escola, e Ber inicia o primeiro verso mostrando o que aprendeu nela, sem precisar de esmola, porque ele tem disposição para correr atrás do dinheiro dele (que é bem mais do que lhe ofereceram). Então, mesmo com os vermes (polícias) atrás dele, nunca perde o foco dos malotes, cria do RJ, aprendeu a ser forte. Loucão de Peiote (um pequeno cacto que quando ingerido causa efeitos psicodélicos), não passa nada... Mesmo que ele esteja no apetite do cash (dinheiro), ele veio do velho oeste igual [o cantor, compositor e ator americano] Johnny Cash. É que ele é o chefe, e canta tudo aquilo que vive, sem precisar fingir como muitos. Cuidado ao tentar atrasar o lado dele, porque seu santo é forte e seu corpo é fechado; ele dorme com a peça do lado, com a guia no peito e o cano apontado. Assim como Mano Brown, ele é problema de montão, de Carnaval à Carnaval, das esquinas perigosas, rimando até no litoral. No explícito jogo do rep, quando bate os graves as minas gemem, [e] os buchas tremem, porque o rep é o crime, não o creme. Usando seus bonés 5Panels, ele bebe um copo do uísque Jack Daniels para ficar mais extasiado, seguindo como um Chicano estilo Los Angeles (tatuado, direto e reto, fã de álcool e drogas), Cubano em Miami Beach (na praia de Miami como Tony Montana no filme Scarface), fazendo hit para ter mais vadias, ele pega os melhores kits (vestimentas) e apavora a cidade fazendo com que seu estilo seja inspiração para os outros.

Com um refrão sucinto mas direto, Ber não quer saber de tabus, e deixa claro que apressado come cru, porque tropeça na própria pressa e tudo sai o oposto do planejado, e seguindo invicto nos Fla-Flus, já que ele é Fluminense, dizendo que seu time sempre sai como vencedor dos clássicos.

Com a mente blindada e muita contundência, não passa nada. Então erga a taça, porque Febem emerge-se de espécime demasiado sinistro, diretamente da rua, cuja é casa de vira-lata. Mesmo sendo muito amado, ele diz: “Nem por isso eu vou para a rua desarmado”. Afinal, ninguém vai hesitar se o chicote estalar. Se a coisa tiver de ficar feia, vai ficar. Por isso, é melhor pedir para essa vadia parar de olhar para ele, porque ele não gosta de mulher desse tipo. Logo, é loucura sua querer mexer com piratas na Ilha de Tortuga (ilha banhada em sangue, onde os piratas lutavam entre si para usufruir dos tesouros e prostitutas)  e admoesta: “Nem em outra vida fale mal de nós na rua! Se só temos uma, preze pela sua”, porque Judas não merece atenção. E mesmo que ele queria o que é nosso, ele nunca vai ter, porque nós é nós, e você é você.

Sem refrão impedindo DonCesão de chegar estragando tudo com um flow cabuloso e umas rimas díspares, ele chega vivendo a advan7 life (referente à vida avançada) com um Nike Air Max 95, portando Ralph Lauren, mas não chorem. No entanto, ele ama Mary Jane (maconha), e ela gosta do seu perfume. Caso ele queira codeína e cocaína, sabe quem tem, como malandro de costume. [Mas] se você for usar, não se emocione, não se acostume; use, depois some, porque as crianças estão com ele e ele se diz ser sujeito homem para enfrentar qualquer parada. Com três chips, dois telefones, 6660 nomes, mulheres mandam nude do seu silicone com batom escrito seu nome. Ele é DonCesão, mas você não, e te deixa com inveja fodendo Alexis Texas ao som de Anjos de Plantão”.

Alexis Texas, atriz pornográfica.

Ber larga o aço em mais um refrão, antecedendo o verso criminoso do Bril.

Preparado para a guerra séria, essa é sua meta, portanto não vá testá-lo. O danado está fissurado pela bunda dela e quer mais cerveja para continuar chapando. Procurado no Linha Direta, no Disque-Denúncia, quando ele brotar, não julgue-o. Apesar de estar vivendo muito avançado, seu canil está preparado para as cadelas que param ao seu lado. Elas sentem o faro do Cachorro Gordo, pois estão no cio e querem um trato, não um trago.


2. Narcótico Pornô

Produzida por Daniel Sydens

Participando: Junkie Joe



No maior clima pornográfico, essa magrinha sensual, maior cara de safada, [com um corpo] escultural, fenomenal, vai terminar peladaAgora está no esquema, ele pagou a melhor suíte. Fazendo cinema em qualquer cena, ainda vai transar nos beats. “Tira essa lingerie para mim, sem pressa… gata, me seduz. Começa e vamos até o fim, sem essa de apagar luz”, ele diz. Afinal, tudo tem que ser bem visto, para usufruir desse corpinho exuberante na claridade do tesão.

Com um sexo poético num ritmo frenético, o trap hipnótico se une com um clipe neurótico, assistindo um pornô bem narcótico. Logo ela desce em slow (devagar), tipo aquela encaixada no flow, sensual e Rock N Roll. Ela é linda pelada, toda tatuada, parece que foi feita para o Ber. “Nossa noite é regada a muita trepada, os dois doido de MD”, ele comenta. “Ela joga de lado o bumbum malhado e deixa empinado para eu ver.” Ela é a cor do pecado, e Ber fica hipnotizado querendo meter.

Refrãozinho maldito do Junkie Joe, com uma melodia surreal, ela já estava chapada quando desceu a escada; ouviu seu som tocar na pista e ficou molhada. Na maldade, ao ouvir o trap ela já vai de mini saia. Seu coração não vale nada. “Ela apoiou uma mão na parede, puxou a calcinha para o lado e botei tudo dentro”, disse Junkie. A gangue avançada não pára um instante. E enquanto ela gemia, de nada adiantava gritar, porque as caixas já estavam tremendo.

Ber quer mais, por isso volta no segundo verso dizendo: Ela pelada é tão sexy. Foram vários sabores de beck, que mesmo os vermes sentindo o cheiro, não souberam seu CEP. O lance é lambê-la inteira, chegar no bumbum e instigar com a língua na beira. Papo de deixá-la maluca, molhada, tremendo inteira. É vida avançada, são várias jogadas (...) Todo dia é dia de festa. Pique Ron Jeremy (ator pornô) todas querem seu sêmen; pique Scarface, bandido cubano, todas querem seu base. Todas querem (...) viver os prazeres mundanos. Ela fica excitada, ouve seu verso, se amarra e rebola gostoso. Ela fica molhada com a sua cadência (...) Ela fica pelada no quarto, maluca de quatro, chapada contando seu dinheiro.

E para finalizar com um orgasmo fodástico, Junkie Joe dropa o refrão mais uma vez.


3. Prenda-me Se For Capaz


Produzida por Nox

Participando: Spliff Rap, Marya Bravo



Prenda-o se for capaz, pois ele é tipo o [filme] Lobo de Wall Street. Te contaram mentiras demais. Porque eles querem que você acredite. Mas sua mente não tem limites. Você é dono do seu destino. É questão de provar para si mesmo que tu é homem, e não mais menino. Discípulo de Thomaz Green (dizem que ele foi atigindo por um raio na cabeça aos 12 anos), ele é o homem do raio. Tu pode desejar o mal para ele, mas tu vai ver que no teu mal ele não cai. Tudo bate e volta, sua ambição é sinistra. Sua vingança é real, fria e calculista. O mundo não é capaz de oprimi-lo mais, porque ele virou monstro. Avisa para os rivais dele que ele vai explodir seus escombros. Sem peso nos ombros (referência a Atlas), o universo o fez poderoso. Antevê jogadas, seu cérebro é o mais perigoso. Se subir no octógono com ele proteja o queixo. “Te prometo que tu vai cair sem piscar no primeiro desleixo”, disse Ber. “Cuidado com o pai, Babilônia cai, canelada de Muay Thai. Se você me trai, nego, não se distrai… o retorno é infalível.” Ele saiu ileso de seu clube da luta (referência ao filme Clube da Luta), manteve a conduta. Sua alma está intacta.

Ber e Marya Bravo espancam no refrão, dizendo que “suas mentiras não os enganam mais; suas razões se tornaram banais. Seus versos se tornaram atemporais, e eles enterraram todos os seus rivais” para provar que não pode ter pena de quem merece esvair daqui.

No segundo verso, após um refrão de arrepiar, Almirante Loko brota de bicho matando mais um, sendo um peso na estatística, ele faz igual Kill Bill (referência ao filme); knock down, sangue frio, outro hater de lona que se feriu; com o Almirante Loko é curto o pavio. Mais um bicho solto nas ruas do Rio, causando arrepio, coração vazio, criminal, pique sábado doido, queimei o fio. Ele segue a mil, fora do normal. Com a rima destrutiva, o alcance é tridimensional. Cuzão fala, fala mal. Da platéia assiste a sua vitória no final. Ele está trilhando seu caminho, fechando com o que é real. “Para a sua inveja tenho uma dica, duas palavras: tchau, tchau. Segura vendaval, isso é rep nacional; Spliff e Se7e fechadão, flow de mente marginal”.

Para quê refrão? Igão enterra os merdas que fazem peso na terra (referente a linha de Mano Brown na faixa “Vida Loka Parte 2”). “Aqui não tem muleque para rir da tua comédia”, ele afirma, seriamente. Pior tragédia, prisão perpétua. Ele abre a cela, solta as feras. Sua inveja o faz querer mais. E quando ele quer mais, não volta atrás. Na real, para ele tanto faz, porque virou Samurai. Filho da puta em seu caminho cai. Prenda-o se for capaz, mas tu é incapaz, por isso vai chorar com os seus pais. Na sua mão tu vai ficar, vai virar Mumm-Rá e a fita crepe vai passar e calar como uma rajada de AK. Se tentar, vai ser só mais um rival em baixo da terra.

Então, para reinar mais uma vez, Ber e Marya estrupam no refrão fabuloso.


4. Paisagem


Produzida por Daniel Sydens


Participando: Junkie Joe



Começando com um refrão hipnotizante, ela rebolou tão bem que fez a mente dele se perder nessa viagem. Sua brisa se encontrou nessa paisagem.

No primeiro verso ele enfatiza que “seu quadril era hipnotizante (...) Estonteante”. Ademais, ela queria um bandido confiante. Achou interessante o flow, impactante o show. “Ela veio muito sexy tipo Rihanna ou Beyoncé. Na minha cama rebolava só para eu ver (...) Toda linda, sob efeito, esfregando os peitos; seduzia enquanto eu me deitava. Ela estava louca, tirou a roupa, lambeu o seios, mucho loca, foi sem medo”, disse Ber. Curtindo a rave no hotel, ele afirma jogar mais que Lionel [Messi], e que além de ter chupado-a toda, ainda bebeu seu mel. Vichi!

Aí vem aquele refrão que vicia a mente:

Ela rebola tão bem, então vem
Minha mente se perdeu nessa viagem
Ela rebola tão bem, então vem
Minha brisa se encontrou nessa paisagem

No segundo verso ela rebolou na onda da bala, decolou na viagem sem escala. Seu trap estalava, estourava sem pena as caixas. Ela derreteu na suíte, de quatro, bebendo uísque, pagando boquete e mais haxixe. Com uma hero 4 eyefish para filmá-la dançando na piscina, ela era obra-prima que até poderia virar clipe. Sua vagina e seu strip. Peladinha, saltitante, lisinha e alucinante. Panicat, modelete… sem dúvidas, outro hit viciante.

Fechando o baú, o refrão brota mais uma vez para a sedução não perder a ênfase.


5. Michael Myers


Produzida por Nox


Participando: Predella, Bk’



[Michael Mayers é um assassino fictício da série de filmes Halloween.]

Ber inicia o primeiro verso mostrando que é um típico assassino de MC invejoso. É tipo filme de terror, o mais periculoso. As ruas respeitam-no muito antes dos seus reps, muito antes de você comprar o seu primeiro cap (boné). O cara é trap lord (referência ao A$AP Ferg), sujo nos boom bap, o king porn. “Menor, meu flow é abusado, e tu parece uma formiga, então vai ser pisoteado. Corto sua cabeça, frito seu cérebro igual Hannibal. No seu joguinho de recalque virtual tu me parece uma piranha, deve estar querendo pau. Pronto, descobri o seu segredo... Mas comigo tu nem tenta, nos seu olhos vejo medo”, ele corroborou. Não adianta chorar. Segura a onda agora, porque além de ser Yakuza e também da gangue Mara Salvatrucha, ele tem polivalência para ser Ted Bundy e Freddy Krugger, largando o aço de Mini Ruger.

Ber age como Ferg em seus refrões extraordinários:

Assassino, Michael Myers
Halloween, Michael Myers
Só gangueiro, Michael Myers
Michael Myers, Michael Myers

No segundo verso, temos Predella emergindo-se no trap, coisa que na época ele ainda não sabia lidar. E eles falam que é seu fim; querem seus ouros, sua área, mas que tal rimar em uma hora, 15 linhas sanguinárias? “Chapa, o cavaco chora”, comentou. Ele não sossega e seu ferro cospe bala, ele tem o poder. A arma está, destravada, respirando e… mira em você. Ah vai dizer… que você entendeu alguma coisa? [Risos]

Ber renova as energias e volta mais uma vez com o refrão tenebroso, enfatizando a fúria do Michael.
Bk’, de tão brabo que é, ainda não tinha feito nada pela casa mas já tinha ela arrumada. Ele estava abrindo as portas que queriam arruiná-la. “Eu dou um pedaço do lucro para quem me trazer seu corpo em pedaços. A vida é estrada, então pague os pedágios”, se manifesta. “Pode até me processar agora… mas olha o carro preto que te segue há horas.” Com apenas um tiro na testa, o estrago será tão grande que a bala se espalharia. Quando sua mãe souber, terá um ataque de asma, ficará pasma.
Eu quero jogar um jogo com você (referência a famosa cena do filme Jogos Mortais, onde Saw diz: “Eu quero jogar um jogo com você” para uma de suas vítimas). Ele é capaz de arrancar seus dois pés e te mandar correr, também de arrancar seus dois olhos para tu ver. Todavia, com Bk’ é assim: tentou dar golpe, leva golpe... É sem mistério. Afinal, Tiradentes foi esquartejado por Pedro Américo.

Como se não bastasse destruir em seu verso, ele volta como BKrack:

O dinheiro falou mais alto, e era tão pouco, não acreditei que tu iria trair o bonde por quase nada… não acreditei. Difamações e papo errado, tu nem mediu as suas ações e agora os manos tão me cobrando para eu te cobrar. Eu vou dar um tiro na tua cabeça! Melhor ter cuidado com a janela, e quando tu for abrir a porta, vai se assustar com o que está atrás dela. Vai ser sem silenciador na pistola. Geral vai ouvir como o 7 brota. E olhando seu corpo morto na mesa, nenhuma digital será encontrada caso a polícia chegue.


Ber deixa sua marca mais uma vez com um verso sucinto, raivoso contra o estúpido que crusou seu caminho. “Seu coração não bate mais, foi pro inferno (...) Conversou com Satanás. Vermes comem sua carne (...) Tenho pena da sua coroa, está enterrando um covarde (tadinha dela). Vida doce, amarga morte; providencio seu passaporte, porque tu sangrou mais que a piranha do Psicose do  [Alfred] Hitchcock (referente a icônica cena do banheiro do filme Psicose (1966) do icônico diretor Alfred Hitchcock). Deu trabalho para caralho”. Com saco preto e silver tape (fita preta), ele teve que picotá-lo para o Predella poder levá-lo.


6. Rio California Dreams


Produzida por Nox


Participando: Junkie Joe



Eis aqui uma música extremamente viciante. Começando com um refrão enjoado cantado pelo Junkie Joe, a música se desenvolve de maneira afável, com Ber no primeiro verso desejando muita prosperidade para ele e para o rep nacional.

Gatas, trip, sexo bom no VIPs
Se ela curte os deep
Minha cama com os pits
Me acalma com os “lips”, suck my dick
O pai é freak, sick, blackbelt, beats, hits
Rio California dreams, por que a vida é assim?


Ele sempre quis isso para ele: fazer rep, dinheiro, ter um quintal com os seus cachorros, um quarto para os pés de maconha, a melhor gata (mulher) do seu lado, andar com as melhores roupas, ver os amigos endinheirado e o [rep] nacional todo regado. Ele fala de rep, meu amigo, e não quer estar no seu ouvido se você quer vê-lo real mas na real sempre fodido. Seu ideal foi confundido, isso aqui é jogo de bandido. Não é hora para perder o game logo agora que ele ficou divertido. Portanto, deixa elas fazerem a festa e os playboy assinarem o cheque, pois na real o mercado te testa e isso aqui virou jogo de chefe. Então Ber falou assim para ela: “Please, bitch, don’t kill my vibe” (referente a música “Bitch Don’t Kill My Vibe” do repper Kendrick Lamar), eu só quero ouvir o meu som tocar no baile e ver os menor rimando em cima brincando de fazer freestyle”.

Seu flow já garantiu os seus homegrows (provavelmente plantações de maconha), o fez viajar o Brasil dropado (drogado) só fazendo shows. Portanto, foda-se o que tu pensa! Sua gangue prosperou. Mente pediu licença e daqui já decolou.

Refrãozinho mais uma vez para dar aquele gás bonito na parada e…

De rolé de camelinho, com Dirty sprite, codeína, ele passeia pela orla bêbado, e quando as minas o veem, ficam assanhadinha. Sobre isso, ele disse, “Estamos na fase das novinhas. Se ela passa dos 18 ela já pode mamar a minha [piroca]”, disse rindo. Afinal, isso é “Myers Gang, trapstyle Zona Sul e West Side”. Dopado de drogas numa cama imensa, ele diz: Diga quem manda no baile! Ela quer minha traplife; MD, rolé de bike; ela é leoa no meu safari. Inclusive, quer beber do meu Campari.

Mais um refrão para corroborar a impecabilidade da faixa e…

Ele chama a novinha, o ritmo dá uma acelerada, o funk se estende pela madrugada e no desenrole ele acabou levando-a para casa. Entre quatro paredes sua mente tem asas. E ela é pornstar (estrela do pornô), gangstar (estrela da gangue), rebola nos trap, faz sua mente estalar de tanto usá-lo e sentou na cara dele de pernas bem abertas, se tocando, fazendo o cara se apaixonar, gastar seu dinheiro e se emocionar. Depois de um momento desse, ele caiu dentro do sashimi, camarão e makimono. Pagando no cartão de crédito as despesas da suíte, ele estava tão pesado nos kit que a mulher da recepção queria ele, e deu seu número, para que ele continue transando igual cachorro e escrevendo os hits.


7. Vida Avançada

Produzida por Nox

Participando: King Mack


“Vida avançada!” Quem faz um refrão desse tem uma alma abençoada. Viva a vida avançada! Vida avançada! Fala para os bucha, vida avançada! Vida avançada!
Dom da composição num viciante refrão
Viva a vida avançada! Vida avançada!
Fala para elas, vida avançada! Vida avançada!
Quem chupa as mulheres dá a linguada da fé
Viva a vida avançada! Vida avançada!
Fala para os buchas, vida avançada!

Segundo Ber, “O Se7e é bomba de Hiroshima. Com os pela saco eu vou fazer chacina. Estão atrasadas essas suas rimas. Nesse teu rep eu vou mijar em cima, aí tu vai beber da minha urina. Vai me dizer que não entrou no clima? Quando meu trap sacudiu as minas; deixou molhadas todas as vaginas”. Vede! O bass logo tomou o salão. Na gangue não entra cuzão. É sem emoção, só sangue frio. Reis do Rio, estilo vadio. Elas ficam no cio querendo atenção. Os vacilões conhecem bem o poder bélico. Eles pegam o desvio porque sabem que vão gelar. Eles tentaram uma vez e ficaram no chão pedindo perdão, chorando à vera. Afinal, sabem que o Ber é problemático e que o seu lucro é matemático. No mundo dele, o rep game é tático e para os problemas ele é prático, pique [Harry] Houdini. Adeais, bucha (otário) não joga no time. As minas se excitam, querem que eles cometam um crime com elas. Hater olha para eles e deprime, fica triste porque é frustrado. É só tiro de AR-15. Inclusive, Ber e King Mack foram cogitados na [revista] Rolling Stone de blusão e 5Panel da Supreme enquanto estava comprando sua nave (carro luxuoso). Saindo de lá, já foi em uma oficina de som, botou um estrondoso e fez hater ficar tonto com o peso dos graves.

A presença do King Mack nesse som foi simples: chamaram-no para botar uma rima. Contudo, isso acabou nem sendo um feat (participação), e sim uma carnificina. Ele come (transa) essas mina na onda do pó, vivendo avançado desde bem menor. Cheirando loló, roubava o que dava, porque seus coroas não lhe davam nada — e ficar esperando não é seu estilo. Nascido e criado nas ruas do Rio, mais especificamente do Irajá, hoje ele está aqui, e o Diabo se orgulha do que construí. Drogas, bocetas, dinheiro, escopeta, pistola automática assusta os caretas. Ele diz ao hater: “Pega teu metrô que eu entro no meu carro, com três vagabunda e o Cartel está no talo. As duas se pegando atrás e a da frente pagando um boquete sagaz”. Pois, segundo ele, “Isso não é rima, isso é minha vida. Por anos no Brooklyn eu vendi cocaína. Puxei minha cadeia e fui deportado, agora eu fecho com os meus aliados. Cartel MCs só tem pertubado, então naturalmente eu fui convidado. Nenhum arrombado vem me falar nada, só olha [no] meu histórico a ficha avançada”. Vivendo a vida avançada, ele mete a napa (cheira) até não sobrar nada. Ele vive a vida avançada, e quem está de fora é tudo piada. Vida avançada! E ainda admoesta: “Vocês vão tudo para a puta que pariu, cambada de comédia! Estou de volta nessa porra! Senta no banco de reserva e me assiste jogar!”


8. Xeque-mate


Produzida por Nox


Participando: Correria MC



Ber convida o baiano Correria MC para uma participação interessante nessa faixa extremamente bem produzida pelo capixaba Nox, com muito grave na mente.
Seguindo a saga dos refrões ‘chatos’, Ber adentra dando um xeque-mate nas pussys (vaginas) e no crime, tendo 18 quilates de ouro igual Migos na música e/ou videoclipe “Versace”, que despertou a atenção do mundo. Assim, ele já voa cintilando no game e ainda é o patrão das biatchs (vadias). Ela bola [o baseado] e rebola para o pai. Concomitantemente, atrai o perigo. Sendo um gangsta do RJ, ele coleciona as melhores xotas, tem a melhor na sua rota, mas não demora muito e aparece um hater para filmar e fazer fofoca. E quando Ber viu, disse: “Filma nós aí mas deixa o pai se divertir”. E logo soltou o bass, as caixas tremeram, as minas gemiam enquanto o bagulho ficava doido na festinha na praia do Leme. O arrego tinha sido pago, então não podia rolar sirene. Tipo baile funk com as modelos mais punk (fodas) rebolando o traseiro enquanto ele fumava uma da boa. Corajoso, ele se compara ao Crocodilo Dundee (referência ao filme sobre o australiano caçador de crocodilos). Cartel é sua gangue, que além de pesada, só tem band (bandido; brabo); tomam os alto-falantes, matam quem é farsante e se você olhar para o céu poderá ver a chuva de traçante nele, enquanto esse som dopante toca na virada para mutante que ele sofre ao se dropar de doce. Para os pela [saco] irritantes: “Tomamos sua boca nas ruas de sangue. Você me odeia, sua gata me ama, mundo conflitante”.

Emergindo-se no refrão mais uma vez, antecedendo o verso do Correria, Ber corrobora seus méritos, se gabando daquele jeitão, porque ele tem esse poder.

Com as gatas mais fashion do baile, tapete vermelho é pouco para Correria e elas. Ela vem elegante, tipo a Madonna e chega causando como a Rihanna. Segue na pista, joga na maldade, vai daquele jeitão, estilosa com os panos (roupas) de grife nos aviões de elite. De Sampa (São Paulo) a Salvador, depois para o RJ é ele que está Shabba [Ranks] (alusão à música “Shabba” do A$AP Ferg com A$AP Rocky, onde eles ostentam mulheres e bens, tirando onda). Afinal, ele quer grana e não palpite. Seu foco é no cash, o seu cheque o entristece, ferve sangue, e estressa-o. Entretanto, a gangue é pesada, não tem pé de breque (vacillão). É a Mafia do trap, click clack, puxa o gatilho, que quando solta os grave as gatas reagem da melhor forma, rebolando o bumbum e inspirando-o a fazer um strike. E ele adora essa fase, porque sua mente tem várias viagens. Ele fica louco com o bumbum sarado dela (visto através do Snapchat) e seu corpinho todo nu. Inclusive, é a que mais entorpece-o, mesmo que ela tenha silicone, não importa, ele a vê como uma modelo incrível, perfeita e direta, que sem fazer charme pede um Rolex (relógio) para ele.

Ber finaliza a obra-prima com o refrão breve e direto corroborando sua marra.


9. Paranoia

Produzida por Daniel Sydens

Participando: Junkie Joe



Ele chega em casa bem louco com várias balas (droga) fritando (seu coco. Os cães na sala, a casa uma bagunça com garrafas espalhadas... que comece o jogo! Hoje ele trouxe três minas com muito fogo, mas queria descansar. Uma delas pega no meu pau e muda o clima; beijando sua boca e indo por cima. Disse que amava sua voz, e logo esfrega sua vagina. A outra mina caiu dentro e beijou a sua amiga. O trap toca, ela rebola no seu trap só de cinta-liga, sem briga, pensamento evoluído. Libido, libido, cadê a camisinha? Vichi! Estava tão louco que só lembraram na putaria, e esqueceram de passar na drogaria. Já na instiga, ela chupa enquanto amanhece o dia. As outras levam bebida para a bandida (mina que está com ele). De tanto tesão o coração bate veloz, fazendo com que ele quase tenha um ataque cardíaco enquanto ele é seu próprio algoz, isso soa ironia. A [cocaína] mais branca, fina, cheirando na maior adrenalina como Kurt Cobain ou Tim Maia. Será o início do seu próprio fim nessa vida que toca na batida pervertida? Porém, segundo ele, mesmo que inconsequente, permanece cônscio, e diz: “Morra bem, viva rápido. A vida é breve”. Ademais, YOLO (You Only Live Once, que em português significa você só vive uma vez). Em seguida ele mete nelas sem camisinha mesmo e dá um tapa naquelas bundas lindas vivendo a vida da melhor forma em sua sala.


10. Kurt Cobain

Produzida por Plaza Beats


A faixa inicia com um beat fabuloso do Plaza, com Ber cantando “Kurt Cobain, Kurt Cobain/ Louco tipo Kurt Cobain” de espécime viciante que gruda na mente mais que chiclete em dentadura. Até porquê, o pai é grunge, come as groupie, usa droga e vai rimar em cima do loop. Ademais, realmente a rua é rude, mas ele tem atitude, aplicando um cuspe na cara do sistema. Ele é “Rock Like Elvis” (possível referência à música do repper Yung Simmie), mulherengo tipo Jimi Hendrix. Logo, das cinzas do cinzeiro renasce uma Fênix, já dizendo: “Muito louco de docin, por que que a vida é assim?”

O refrão brota mais uma vez, fixando mais na mente, enaltecendo sua loucura e o beat dopante do Plaza.

Já no segundo verso, em outro hotel numa outra cidade, ele tem compromisso mas acorda tarde. Até perdeu o voo, mas que se foda. Hoje ele acordou querendo que o mundo explodisse, porque ele tem drogas na mesa e mulheres na cama. O cachê do show foi pago, e além disso, tem seu prestígio e fama. Mesmo sufocado ele ainda está sonhando, morrendo aos poucos e se suicidando com mais bebida. Correndo outro risco, cisma de escrever um disco. E como ele já passou 27, vai morrer fazendo trap enquanto a música “Lithium” do Nirvana toca. Com belas modelos e coca (cocaína), sua depressão o faz ficar enfurnado em casa, parecendo um pacto com o Capeta. E, como muitos sabem: quanto mais dinheiro, mais boceta.

Para dar fim à essa magnitude, o refrão se repete.


11. Mina da Rave


Produzida por Boricceli Bros.


Participando: A Banca 021



Essa mina é muito style! Curte festa rave, é total legalize. Alternando o estilo dele, ele e ela sempre reinam no baile. Ele pede mais MD (droga) porque ele quer derreter junto dela até o sol nascer. Eles têm uma conexão que dá arrepio, é o casal mais bandido (sinistro) do Rio. Depois de ir com ele para o Universo Paralelo (festa rave) na Bahia, ele pilha e até diz que faz um filho nela. Seu olhar é um eterno brilho. Êxtase, frenesi, faz um strip, capricha para ele, passa o haxixe. No UP a barraca é seu quarto. Divide o din, bebe uísque, ela volta dirigindo seu carro. Ele gosta assim porque ela cuida dele e no fim fuma do mesmo cigarro. Ela dança, brinda, faz essa carinha que ele se amarra. Ela é louca na medida certa. São os sete dias mais insanos da Terra. Ela é linda de forma que te eleva. Felicidade no peito berra.
Já é outro dia, dia 31. É Revéillon, mas lá o som não pára. Nós tem marrom, tem clima bom; tem gota (droga) boa, mulher boa e muito sol.

Fazendo a ponte, Ber não quer saber de ninguém. Quem é que vai, quem é que vem... ele só quer saber da mais linda e ele está se sentindo bem.

No refrão, A Banca 021 gosta do que ela tem, do que ela faz. Todo dia vivendo o perigo, a vida... que linda, ela é demais! Eles sabem que toda noite vão se perder, tanto quanto ela sabe que ele vai entrar na dança com ela até o amanhecer. Porque essa mina é foda, ninguém chega perto. Então, deixa ela se acabar, sentir o universo. Porque essa mina é foda, é um convite ao pecado.

Ber a vê sempre na vibe perfeita no segundo verso. Vestida igual índia, não liga para mídia. Parada na sua direita oferece um tubo (da droga lança-perfume), e é claro que ele aceita. Eles se deitam na beira da praia, observam o universo, os ETs, a herança dos Maias. Afinal, ela é a eleita, ela curte seus temas, ele e ela é puro cinema. Vivem o presente porque o futuro é incerto. É fruto de um mero poema. Ela leva a gotinha, encosta a língua na sua; ele quer ela do seu lado, e logo sente não estar mais sozinha. Caminha para a pista, quebra tudo, é o casal terrorista. Ele está ligado que ela sempre volta, por isso não liga de perdê-la de vista.


12. PMW


Produzida por A Banca 021


Participando: A Banca 021



Antecedendo o primeiro verso, A Banca 021 brota numa introdução, porque querem sua alma, sua vida (...) Querem sua calma, sua brisa.

No primeiro verso, por várias vezes eles pensaram em desistir. Desistir de viver uma vida normal… vários sonhos. [Mas] os desejos aqui o fazem viver como se fosse imortal. Porque o mundo cobra, e cobra sério. Ele quer tudo, e quer sério. Por isso, aproveita, que Deus perdoa. Hoje ele veio aqui mas não está à toa, está cada vez mais livre e ligado. Sabe que o mundo não vai entendê-lo. Ele não pode se render para o Diabo, e escolhe morrer de viver. Vivendo na Terra, toda vez vê o fim de perto, onde o tiro acerta, e não com bala de festim.
É preciso queimar a largada. Para entrar no jogo tem que saber jogar, se mexer. O muro não vai sair da sua frente mesmo que você queira passar. Afinal, é fácil respirar a dor e sentir o perfume da morte.

Eles brotam no refrão, mostram sua sede de dinheiro e de evolução:

Eu vou sair para fazer um dinheiro
Porque quero viver bem
Uma geração quer pussy money weed
Eu tenho tudo, muito apetite
Vivo por aí, minha vida voa
O perigo é sempre mais atraente
E hoje eu acordei pra tomar essa porra


Com colete a prova de bala, Ber inicia o segundo verso com o moralismo chupando seu pau na sua sala. Se você não foi convidado para a festa, rala. Seu destino é você quem faz. Como Satanás, a guerra se veste de paz. Capaz de o jogo roubar sua alma. Arrancar teu coração te oferecendo a palma. Ele é Braian De Palma (cineasta americano), recria o Scarface (filme de 1987). Dopado (chapado) nos baseados, ele é assassino de gente falsa pique Houdini. Sume da tua frente e tu não encontra seus crimes. [E] eles não estão no Telecine. Compra as vitrines, paga o preço para as putas, mas por puro apreço, porque não tem apego por nenhuma delas.
“Te enforco com um terço, te balanço no berço. Sou Michael Myers, Halloween. Seu pesadelo, lembre-se de mim. Xeque-mate estilo Kasparov (referência ao maior enxadrista de todos os tempos). Al-Qaeda de Kalashnikov. A droga afina sua overdose”, canta Ber. Rogue a praga que quiser para ele, porque ele está vivendo seu sonho no ouvido da sua mulher.

Garry Kasparov.

13. Deitados na Areia (REMIX)


Produzida por Daniel Sydens


Participação de Marcio G



Essa música é uma extrema nostalgia. É simplesmente um dos maiores deleites dessa vida…

Quando Sydens ousou remixá-la, foi sério. O lance foi sério, ou seja, não tirou a impecabilidade que já tinha. Manteve a originalidade da obra. O beat envolve a mente, faz viajar, nota-se que tem esmero na produção. E o que ele fez na voz do Marcio G no refrão é totalmente mágico. Faz voltar lá em 1997. Época dos bailes funks, Claudinho e Buchecha, Bob Rum, Cidinho e Doca, entre outros.

Começando pelo refrão — que é o mesmo —, Marcio G solta:

Deitados na areia, fazendo amor ao luar
Vendo as estrelas do céu iluminando a noite
Só para nós dois nos amarmos
Deitados na areia, fazendo amor ao luar
Vendo as estrelas do céu iluminando a noite
Só para nós dois nos amarmos

E Ber vem no primeiro verso cheio de amor e tesão para dar: “Ela desce e rebola olhando para mim (gostosa). Ela suga minha alma fazendo assim. Erguemos as taças, fazemos tim tim. Escrevendo o destino igual os versos de Tim Maia”, ele canta. Ele ama ficar olhando as estrelas e lembrando dela, poder entretê-la e vê-la tão longe da cidade. O seu corpo nu, a marquinha no bumbum é de foder a alma. Uma coisa linda! Ele tira foto e aumenta o zoom para dar aquele tchan. Ela é gata, ele pirata, e pede: “Senhorita, traz outra dose de rum”, e acrescenta gritando meio chapado: “E o mundo é nosso!”
Tira onda o casal. Ele faz o que pode para nunca vê-la mal. Só os dois no litoral, dominando o festival. Vivendo isso tudo e o melhor disso tudo. É que o sonho deles é real.
Logo ela tira a roupa aproveita do que é Revéillon. Ela fecha os olhos, sente o som, senta na piroca, chupa e depois pede mais Chandon (champanhe).

Marcio G se torna mais imarcescível ainda ao reproduzir o refrão mais uma vez, exaltando a perfeição dessa excelsa melodia.

Ber.inicia o segundo verso falando que “ela é a mais linda do baile” e que “essa noite é impossível de esquecer. Vai, fecha os olhos e sinta esse poder, ue a lua abençoa eu e você. Agora vem cá, me faz feliz. Você é do jeito que eu quis”. Ela fecha no crime, ouve o que ele fala, ele ouve o que ela diz.

Tipo Kanye West e Kim Kardashian, com o mundo aos pés. Ainda bem que ele a tem, porque isso faz dele o melhor MC. Logo, o recalque não pega, o brilho cega, nada pode extirpar ou destruir. Ousado, ainda posta no Instagram a cara deles depois do sexo, logo de manhã para o mundo ficar perplexo.

E para finalizar com chave do diamante mais caro da humanidade, Marcio deixa sua marca outra vez, mostrando que o funk e o rep sempre estiveram juntos.

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