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COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

11 motivos para eu morrer idolatrando o GTA: San Andreas


Quando joguei esse jogo pela primeira vez, senti uma persuasão única. Eu tinha apenas 12 anos de idade quando ele foi disponibilizado pela Rockstar Games em 2005, mas não importa, eu joguei tanto e fiquei tão viciado em explorar o jogo que minha avó pirava comigo a ponto de encher a cabeça da minha mãe de abobrinha só para eu não jogar, porque é um jogo violento, etc. Mas não adiantou: continuei jogando, e hoje o considero como o melhor e irrefutavelmente mais único que todas as versões anteriores e posteriores. Porque:


1. Diferente de todas as versões anteriores e posteriores, é o game mais completo na minha percepção. Ativando o cheat de sangue + dinheiro o veículo também volta ao perfeito estado (não sendo preciso ir à uma loja de pintura para renová-lo). Mesmo sendo “errado” usar trapaças, ao usar, na maioria das vezes causa um êxtase maior.

2. Todo mundo no jogo anda devagar, mas basta eu dar um tiro que todos começam a correr parecendo atletas. Cara, isso é genial (de tão cômico)! A rapidez como tudo acontece me fascina muito. É engraçado ao extremo ver como tudo muda com apenas um click ao disparar um tiro.

3. As armas não são perfeitas, bem detalhadas, e literalmente reais como nas versões posteriores. Quando o jogo é muito ligado à realismo, me desagrada. Sinto que não fica com a mesma graça. Elas são desajeitadas, sem um detalhe para você falar: “Uau! Igualzinho a da vida real.” Aí está uma grande ênfase que gosto de preservar.

4. Alguns falam sem abrir a boca; são feitos apenas movimentos com o maxilar. Eu também acho isso muito engraçado. Logo, os gestos também mostram a grandeza do game com gírias e palavras que até hoje tento decifrar o que significa perfeitamente.

5. As gangues espalhadas por Los Santos são como em Compton. A Grove Street, os Vagos, e os Ballas dividem áreas onde são vizinhos e vira e mexe rola aquela troca de tiro cabulosa. Gangbang é real. A parada fica séria.

6. A Radio Los Santos toca os sons mais bombásticos que eu podia imaginar. Quando ouvi os sons do 2Pac, N.W.A, Dr. Dre, The D.O.C., Snoop Doggy Dogg, Ice Cube, Too $hort, e Compton’s Most Wanted, o coração quase saiu pela boca. Não aguentei de tanta emoção. Tanto que nas outras versões (na minha opinião) a rádio de rep não teve uma playlist tão excelsa quanto nesse game. O San Andreas teve sei jeito ímpar como em nenhum outro da franquia.

7. As roupas gangstas são fabulosas, estilo puro, deixando o jogo ainda mais emocionante ao se vestir de verde com uma bela bandana ou até uns bonés cabulosos de tão simples que o jogo oferece. Justamente essa simplicidade o torna magnífico. Principalmente se o assunto for bandanas, lembra-se logo de Crips e Bloods.

8. Os carros lowriders alimentam mais ainda a perfeição que o game oferece. Hidráulicas com as mulheres ao lado, levantando o braço e delirando conforme ele vai “dançando” para a galera. Essa cultura se encaixou perfeitamente com o game: gangsta rep, pichações, gangues... um estilo completamente propício ao gueto da costa oeste dos EUA.

9. A BMX está por todo o game, não só em Los Santos. Já nas versões anteriores o jogo foi tão sem graça que não teve lowrider, a própria BMX, outros tipos de bicicleta, gangues espalhadas pela cidade, tampouco o personagem sabia nadar.

10. Pichações por toda Los Santos exaltam mais ainda a surrealidade do game. É o meu favorito das versões Grand Theft Auto pelo fato de ser mais para desenho do que para realidade, porém não é um desenho qualquer. A Rockstar Games conseguiu desenhar e tipo embutir a realidade junto, ou seja, não poderia ficar mais perfeito.

11. O começo do game onde os policiais param o táxi do CJ foi baseado no filme Perigo Para a Sociedade (1993), onde os policiais brancos inventam motivos para pegar dois negros e os jogam na área dos mexicanos que os detestavam. Só que, no filme eles ainda deram sorte, enquanto no game, CJ começa na área dos Ballas e sai do beco ganhando tiro como boas-vindas. — RiDuLe Killah (@IAMRIDULE)

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