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COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

Resenha: BAREM “Rio de Janeiro”


BAREM Doggy Dogg com esse Auto-Tune fluiu tão perfeito que é imperioso citar. (Há quem ache que “o Sydens exagerou”, que “poderia ter adicionado pouco”, que “seria melhor sem”, e eu consideraria um crime hediondo não mergulhar sua voz nesse mar.) É outra vibe. Encaixou bonito com sua voz. O moleque tem melodia. Ele tem swing. Tem que respeitar.

Esse foi o primeiro single que BAREM dropou antecedendo seu primeiro projeto solo (que vai ganhando força conforme os meses vão passando). “Todo mês tem um som novo… isso é certo”, disse REMBA. Então pega tua visão, meu chapa.

Em “Rio de Janeiro” BAREM flutua num Trap suave como Goku em sua nuvem voadora. Valorizando a produção do Sydens, ele cospe sobre sua correria, conceito pelas ruas do Rio, seu delírio ao ver sua preta descendo e subindo (e o orgulho de tê-la), vivendo da maneira que ele acha correto.

Trabalhando firme, ele quer sua vida por inteiro, para assim poder continuar fazendo a grana, vivendo a vida. Porque, querendo ou não, se você incomoda eles vão falar, e eles vão falar. Tu tem que entender qual é do dia a dia. Ali está mudado: ou tu mata ou tu atira. Ele, como não é bobo, fica do outro lado, longe dos golpistas, indo no embalo da mudança no beat. Cansado desse ti-ti-ti, essa é a lei: ficar com o faz-me-rir. Pique os Funks antigos onde os emcees citavam as comunidades, BAREM está no Engenho Novo, passando da estação; para lá, o Jacaré, para cá, Abolição. Engenho da Rainha, Penha e Alemão; Complexo da Maré e Parque União. Passando pelo Gomenfla e TTK, aproveita para ir no Andaraí completar uma missão.

Após espancar no refrão, BAREM, da ZN, é claro quem é tá ligado: só vive o correto —, pegou e passou a visão: “Cria não é criado, sou conceituadoesse papo é reto.”



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