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COMERCIANTES DO CAOS – PARTE UM

50 Cent: o homem mais odiado de Nova York (Março de 2005)


Palavras por Keith Murphy
Imagens por Clay Patrick McBlide




O capitão da G-Unit está pronto para tudo e todos. Não cruze o caminho dele.





50 CENT PODERIA MUITO BEM SER O HOMEM MAIS ODIADO EM NOVA YORK


Não é que isso o incomode muito — é uma distinção que o MC do Queens estava cobiçando, de fato, desde 1999, quando seu som underground “How to Rob” fez as línguas roçarem nas bochechas na maioria de uma porrada de gente na indústria do rep. Mas para ouvir 50, dois anos depois do sucesso multi-platinado do álbum de estréia Get Rich or Die Tryin’ colocá-lo na frente do visor do entretenimento, o ódio estava atingindo proporções epidêmicas.

“Eu pude sentir isso quando eu voltei em Nova York”, ele disse, sentado no velho armazém empoeirado, preparando uma sessão de fotos. “Há muita inveja lá.”

Se isso é realmente um ciúme que os críticos e inimigos de 50 estão espumando na boca, 2004 apresentou razões para isso. O New York Times havia informado que o MC empreendedor havia arrecadado bem mais de $50 milhões em 2003. Isso tudo por causa da G-Unit Clothing, uma collab em tênis com a Reebok, sua parte no Vitamin Water, um contrato para fazer um filme baseado em sua vida e, claro, a G-Unit Records ligada à Interscope Records como distribuidora — que levou os membros da G-Unit Lloyd Banks e Young Buck para o estrelato, assinaram com os reppers de Compton, The Game e Spider Loc, para iniciar uma filial no oeste, e entrou no mercado R&B com a cantora do Queens, Olivia.

Em Junho de 2004, 50 difamou um monte de gente errada enquanto estava ao vivo na Hot 97 Summer Jam quando ele desprezou sua cidade natal Jamaica, bairro do Queens, e zombou de R. Kelly por fingir urinar no palco. Ex-membros da G-Unit jogaram cadeiras e garrafas da multidão. 50 jogou tudo de volta.

Mais recentemente, o chefe da G-Unit teve uma rixa criada por Ja Rule no retorno dele com “New York”, uma música que tem Fat Joe e Jadakiss, inimigos de longa data de 50 Cent, para um show de solidariedade da Costa Leste. Resposta de 50? Uma bela diss chamada “Piggy Bank”.




Fora de Los Angeles, também houve uma variedade de problemas, como Young Buck sendo acusado de esfaquear um homem no show da Vibe Awards — um incidente em grande parte atípico aos problemas de longa data entre a Death Row de Suge Knight  e um dos mentores de 50, o Dr. Dre.

Na véspera da disponibilização de seu novo álbum, The Massacre, no entanto, 50 permanecia inalterável. Vestido com um terno de gângster castanho-chocolate cheio de listras, ele encontra inspiração no O.G. de Chicago, Al Capone, o homem por trás do infame incidente de 1929 de onde 50 tirou esse título. Sim, 50 Cent tem vingança em sua mente, e muitas outras coisas.


XXL: Você diz que sente inveja em Nova York. Você está falando sobre a reação dos fãs ao seu sucesso?

50 Cent: Não. Eu acho que vem do criativo... Eu acho que isso vem dos artistas de rep de NY. Não acho que as pessoas gostam muito de mim na indústria do hip-hop. E eu posso entender o por que. Você pode pegar os projetos que eles lançaram antes de mim e eles não venderam tantos discos quanto eu com o meu primeiro álbum.

Você recentemente dropou uma música, “Piggy Bank”, atacando alguns dos seus colegas do hip-hop. Fat Joe e Jadakiss, ambos aparecem em “New York” de Ja Rule, mas eles não fizeram qualquer menção contra você, fizeram?

Eu fiz essa música que cita nomes e obviamente algumas pessoas que atuam. Eu falei sobre pessoas no geral, e eles fizeram isso como, “This is Fat Joe, this is Jada and this is one and that one...“ Porque isso é visível à ideia pública em geral. Quando eles ouvem, eles pensam, “Oh, é o que ele está fazendo, e é isso que está fazendo...”

Mas essa música não inflama sua imagem como o cara mau? O cara que adora criar rixas?

Você sabe o que é louco? Eu só estou respondendo os atos dos outros. Eu não estou começando nada. Nas entrevistas deles, ele dizem: “Foda-se 50 Cent” fora da música. Mas eles não dizem isso na minha cara. E a diferença entre eu e eles é que eu diria “Foda-se vocês” na frente deles.

O que foi exatamente perturbador para você? O fato de eles apenas aparecerem em uma faixa com Ja Rule — quem você teve uma rixa tão pública ao longo dos anos?

Não é exatamente assim. Isso é mais como, finalmente seus verdadeiros sentimentos estão saindo. A pessoa não gosta muito de você, e subconscientemente ela começa dizendo coisas, fazendo coisas. E você vê e pensa, Ei, de onde saiu isso?

Eu acho que as pessoas estão surpresas ao ouvir que você tem rixa com Jadakiss, um artista que foi comparado a você...

[Cortando] Quer saber? Eu nem o vejo como competição. Quando você não pode vender um milhão de álbuns, e você se vê ganhando platina... eu sei que seus números são 800 e mudam, e você não consegue superar isso? [Como a XXL foi pressionada, as vendas de Kiss of Death ficou em 922.000.] E você não tem uma música com sua voz no refrão? Ele é um grande repper, mas ele não é um excelente compositor. Eu tenho artistas comigo que são melhores do que ele. Eles vendem mais. E quando você está no negócio da música, você está no negócio de vender música.

Então você não compra toda a credibilidade artística?

Nah, não existe credibilidade artística. Agora, isso não significa que eu vou vender, eu tenho pessoas sombrias comigo. E por isso, conheço pessoas que têm aquele estilo de vida sombrio que me inveja. Eles me olham e dizem: “Ei, por que ele pode fazer isso e eu não?”



Você realmente disse aos fãs “Foda-se o bairro” no show?

Você sabe, quando eu digo “Foda-se o bairro”, eu sou o bairro. Eu tenho Southside Jamaica, Queens tatuado em minhas costas. Eu posso dizer “Foda-se o bairro”, porque eu sou do bairro. E eu não conheço ninguém que não quer ir lá.

Você foi o único artista na Hot 97 a expressar descontentamento com o fato de que R. Kelly estava atuando. Na verdade, você zombou dele no palco. Como o pessoal na Hot 97 reagiu às suas ações?

Eles queriam que eu me desculpasse com R. Kelly. Eles disseram: “Você vai se desculpar com Robert?” Eu não quero saber dos seus relacionamentos. R. Kelly estava programado para vir atrás de mim. Eu pensei: “Whoa, whoa, existe a possibilidade de ele tentar trazer Ja Rule atrás de mim.” [Kelly e Ja Rule haviam colaborado recentemente na música “I Wonder”.] E ele podia perceber que esta poderia ser uma oportunidade de ser desrespeitoso para mim e tudo o que eu estou construindo na frente de 55 mil pessoas em Nova York.

Então você fez um ataque preventivo?

Yeah. Eu botei para foder para ele antes que ele pudesse fazer o mesmo comigo. E então quando eu saí, 50% da audiência estava saindo comigo. Nós saímos fora. Eles ficaram no maldito trailer por trinta ou quarenta minutos depois que saímos da programação. Eu nem tenho problemas com R. Kelly.

O público está bem ciente dos problemas que você teve com Ja Rule e Irv Gotti. Você acha que nunca chegará um momento em que vocês poderão se encontrar sem todo esse problema e esmagar a rixa?

Do jeito que eu vim, se você está dizendo algo sobre mim, eu vou lidar com isso. Mas isso não vai me impedir de ouvir o que você está fazendo. Ainda vou ouvir a música de Murder Inc..

Você ouve os álbuns de Ja Rule?

Eu vou ouvir os álbuns de Ja Rule para saber se tem algo de bom lá. Eu posso assinar Ja Rule quando ele sair da Murder Inc. Depois de destruí-lo, vou reconstruí-lo. Porque ele nunca foi forte o suficiente para vir individualmente contra mim. Ele precisa do apoio de todos os outros para tentar tentar isso. E eles deveriam ter sido suficientemente sapientes para dizer para não vir diretamente contra mim.

Seu nome foi anexado ao drama por muito tempo. Você às vezes sente que está com problemas?

A música, a forma, é uma maneira de me afastar da rixa. Isso me manteve nas ruas. Mas estou confortável com o que considero drama. Estou acostumado a ter problemas. Estou acostumado a ter problemas ameaçadores onde eu tenho carros à prova de balas.

Mas as pessoas podem dizer, agora que você ganhou mais de $50 milhões, e você está vivendo em uma mansão de dezoito quartos em Connecticut, você não é mais do bairro.

Eu estou comprando mais casas. [Risos] Eu estou comprando mais mansões, mais carros, mais um monte de coisa. Se você acha que a inveja vai me impedir de seguir o que eu quero... sempre fui um correria, mais do que qualquer outra coisa. Então, é como se eu estivesse satisfeito com o dinheiro que eu fiz com esse disco e parei ali. Em vez disso, eu construí para minha equipe. Estou configurando. Eles vão ver o próximo nível no próximo ano...

Eu gosto de me ver na televisão para que eu possa pensar sobre o que meus velhos amigos estão dizendo. De onde eu venho, niggas não gostam de ver niggas fazendo o bem. As [vendas do álbum] de Banks estavam a caminho de dois milhões. Banks, ele entende. Ele viu isso passar de “Ei, eu gosto de Banks do que de 50...” para “Ei, eu não posso superá-lo.” Mas, internamente, no campo, não temos problemas.




Como seu sucesso afetou sua amizade com as pessoas do seu bairro?

Meus velhos amigos não compreendem nada além do que fizemos, esse lance de rua. Eu tive que deixar as pessoas irem. Eu tinha esse cara que estava ao meu redor, que era um cara muito legal. Ele ainda é um bom amigo. Eu dei um carro para ele e ele voltou para o bairro. Eu tinha uma joalheria no carro e eu lhe dava algumas joias.

O cara estava procurando problemas...

Sim. Agora ele está andando com um novo carro usando minhas joias. Eu sei que eles vão matá-lo por essa joia, porque nos dias de hoje, meu quadro mental me dizia para matá-lo por essa joia. Seria como roubar a Lotto. Se ele tivesse sido morto, teria sido minha culpa.

Isso sempre volta para você?

Eu me sinto responsável pela minha equipe. Agora, eu ouço os caras do meu bairro dizendo: “Eu mereço isso.” Você também acaba ouvindo: “Você me conhece, cara... Eu vou fazer o que for. Eu apenas quero sair do bairro.”

Mas eu não posso usar ninguém diretamente ao meu redor para lidar com problemas de treta. Eu tenho um conjunto de niggas que eu não mantenho a meu lado para lidar com essas situações. A maldita polícia do hip-hop obteve fotos de todos que estão à minha volta regularmente. Sou inteligente o suficiente para saber disso.

Há muita pressão sobre você por fazer bem no seu novo álbum. Você se preocupa em diminuir sua ascensão para viver as expectativas?

Get Rich or Die Tryin’ vendeu dez milhões de discos ao redor do mundo. Então para mim, qualquer coisa menor do que o que já fiz é uma falha. Eu sou apenas eu.

Mas você está sendo uma das estréias mais bem sucedidas na história da música. Então, as dúvidas estarão lá, certo?

Se eles duvidam de mim, então é legal. Isso me faz sentir que estou fazendo o meu primeiro álbum novamente. Estou tentando superar [Get Rich Or Die Tryin’]. Mas musicalmente, nunca vou ser como você se sentiu quando eu me emergi pela primeira vez. A música marca o tempo. Certa música aparece, e você pode se lembrar da garota com quem você estava em tal momento. Mas eu posso fazer um disco melhor.

Um artista que tem vivenciado um sucesso imenso, deu uma caída, voltou para o sucesso novamente é Jay-Z, que viajou com você em 2003. Você vê a carreira dele e usa como inspiração para a sua depois?

Eu vi esse cara vender uma música com o Linkin Park! [Risos] Eu olhei aquilo e pensei: “Caralho!” Eu controlo meu negócio, ele controla seu negócio... Nós nunca tivemos um desentendimento. Toda a turnê Rock the Mic foi sem problemas. Eu acho que é porque ele tem seu próprio dinheiro para contar — enquanto esses niggas passam o tempo todo contando o meu. Eu respeito o cara.

Tanto quanto as pessoas tentam difamar você como um “imprudente nigga da rua”, você provavelmente é um dos artistas mais experientes nos negócios no hip-hop.

Eu sempre tento parecer menos sapiente do que sou, então eu posso estar à frente deles. [Risos] O cara que está falando com você de passagem não pode completar os negócios como eu completo. Quando eu me sento e lido com meu trabalho, eu estou em um outro quadro mental.

A aquisição da Vitamin Water deixou algumas pessoas coçando a cabeça como, “Que porra é essa que o 50 está fazendo?”

Sim. Mas enquanto outros artistas estão fazendo bebidas alcoólicas, o que limita até onde eles podem chegar com isso, eu apoio uma marca de produto que é realmente saudável para você.

É verdade que você já não bebe ou fuma? Você é uma pessoa saudável?

Eu não tenho tempo para essas merdas. Eu estou tentando vencer na vida.

Com todos os negócios, você sente que está se espalhando muito magro? Você está se esquecendo da música?

Sem chance, absolutamente não. Qualquer coisa funciona com a música. A coleção de roupas da G-Unit está em um rápido crescimento porque é uma constante representação da música. As crianças que dizem “Ei, Young Buck é o meu favorito”, ou, “Lloyd Banks é o meu favorito” estão citando isso diretamente a G-Unit. Isso é um processo contínuo, e isso está continuando com Olivia, Tony Yayo e Spider Loc. Eu acho que as pessoas olham para a G-Unit como um grupo. Eu estou trabalhando para fazer as pessoas me respeitarem como eles respeitam selos como a Def Jam.

Fale sobre o The Game, que está começando muito, e seu envolvimento com seu álbum, que está sendo lançado no G-Unit Records/Aftermath Records. The Game é oficialmente uma parte da G-Unit?

Nós trabalhamos juntos. Eu vi a oportunidade de realmente trabalhar com outro artista que não era da esquina. E eu acho que ele soa bem, então eu trabalho com ele, com Dre. Ele é parte da G-Unit, mas ele não funciona da mesma forma que o resto faz. Tipo, a nossa equipe é tão íntima que parece que ele é um estranho.

E não é culpa dele.

Isso não é sua culpa, só não é a mesma coisa. Nós somos da casa, muito próximos... Com a Spider, é como se ele estivesse se movendo naquela direção de estar em casa também.

Dirigir a carreira de outros artistas deve ser um excesso de trabalho em si mesmo. Quais são os seus pensamentos sobre a luta em que Young Buck esteve envolvido no Vibe Awards?

Essa é a realidade. Essa é a mesma coisa que eu estou dizendo sobre quando alguém bate diretamente de frente com artistas. Como no bairro, se você tem uma amizade com alguém que tem rixa com alguém de lá, você não ficará ao lado deles — porque você sabe que eles tiveram problemas.

Houve especulações de que Suge Knight orquestrou o ataque contra Dre. Você diria que a rixa de Dre com Suge passou para a G-Unit?

Sim. Eu não tenho nenhuma rixa real com Suge e seus caras. Mas eu estou com Dre — você sabe o que isso significa. Isso é como a revista The Source é anti-50 Cent. Eles são anti-50 Cent por causa do Eminem. Eu herdei essa rixa… eu não tenho nenhum problema com isso.

Você achou irônica a sua aparição no vídeo de Eminem “Like Toy Soldiers” — uma música em que ele fala sobre extirpar rixas com The Source e Murder Inc.?

Eu não acho que Em é realístico. Em certos níveis, ele está sendo lógico. Qualquer um gostaria de evitar esse tipo de situação. Eles estão vendo se é possível não ter esses problemas. Por quê? Porque ele faz músicas de sucesso. Mas conversamos um com o outro o tempo todo. Não apenas quando estamos gravando juntos, mas apenas regularmente. Ele é um amigo meu.

Você não pode dizer isso sobre muitas pessoas?

Não, eu não posso. Ele me dá sua opinião e opinião sobre as coisas. Eu realmente não valorizo a opinião de muitas pessoas. Sinto que as pessoas têm que me convencer de que têm boas intenções. Em e Dre são as únicas pessoas que eu escuto, na verdade.

Quais são os seus pensamentos sobre o sucesso de Kanye West? Parece que a aceitação geral dele poderia ter sido alimentada pelo fato de ele representar a alternativa socialmente cônscia de 50 Cent.

É exatamente isso que é. É o yin e o yang. Kanye não permitiu que minha situação alterasse a dele. Enquanto isso, todos os outros artistas que se adaptaram a mim e o que estava fazendo não conseguiram superá-lo, porque não ficaram com quem precisavam. Veja a diferença no lance das mixtapes. 50 deu as caras, e todos esses niggas estão se emergindo. Isso é besteira para mim.

Então você ouve os MCs socialmente cônscios?

Absolutamente. Eu gosto da música deles. Eu respeito Kanye. Espero que ele vença todos [os Grammys]. Há uma parte de mim que concorda com o que eles estão dizendo, Common Sense, Talib Kweli, Mos Def, Dead Prez... Alguém sempre terá alguma qualidade que você não tem.

Em 2004 você esteve envolvido na campanha “Vote or Die” de Diddy. Mas quando a imprensa descobriu que você não estava registrado para votar, eles te colocaram em evidência.

Eu registrei no final. Percebi que era um processo díspar para mim porque eu tinha que recuperar meus direitos de voto porque eu era um criminoso. Puff me estendeu a mão e me disse que queria que eu fizesse parte disso com ele. Mas eu não sabia que ele ia vender camisas escrito “Vote or Die” e coisas assim. [Risos] Puff é um correria nato. Mas eu sinto que a votação é importante.

Ao longo dos últimos anos, seu sucesso permitiu que você experimentasse coisas — viajando para países estrangeiros, por exemplo — que poucas pessoas conseguem experimentar. Você já se sentou e olhou para tudo e disse “eu sou um nigga de Southside, Queens”?

Você sabe o que é louco? Eu vou para um lugar no exterior, e eu estou no palco e eu digo às pessoas que levantem suas mãos. Sinto que estou no controle de 100 mil pessoas. Por um minuto, enquanto estou lá, não é uma performance. Sou eu dizendo o que fazer, e eles estão respondendo. Agora, talvez eu esteja um pouco errado, mas eu gosto muito disso quando volto para casa. Eu não gosto quando os reppers não fazem o que eu lhes digo para fazer. [Risos] Eu só quero lhes dizer: eu apenas voltei da África! E eu sei que eles não têm idéia. Estou de volta à cidade e um nigga quer me contar sobre o estilo livre de outros niggas? Eles simplesmente não entendem.




Manancial: XXL Magazine

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